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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

with a little help from my friends #5 - Thiago Goulart

Sempre falo aqui no blog a respeito do fandom de Glee e de como ele foi importante para mim. Um dos amigos que eu fiz por lá, Thiago Goulart, permanece meu amigo até hoje, e a playlist é dele.

Ao contrário de quase todos, que me deram a lista já pronta, Thiago foi me mandando uma música por dia, e eu juntei todas na lista. Além disso, ele fez a contagem decrescendo, o que eu achei muito legal!

A playlist tá maravilhosa e acho que eu mesma não conseguiria me resumir tão bem em músicas.



7. Às Vezes - Tulipa Ruiz
A primeira, que na verdade é a última, é essa, porque ela fala de uma mulher que faz tudo, ou muita coisa, mas, não deixa de amar ser doce, e você é muito assim.

6. Cantina Song - Star Wars
A segunda música, porque é impossível lembrar da Ariel e não pensar em Star Wars.

5. Dammit, Janet - Rocky Horror Picture Show
Essa não ia ser a 5ª música, já que tá decrescendo, mas, hoje, o show dela tá fazendo 40 anos, então vai ter que ser ela, e eu ia fazer um texto bonitinho falando que a gente cantava ela no Whatsapp, e que a gente já foi casados, mas os 40 anos estragaram tudo.

4. Say Say Say – Paul McCartney & Michael Jackson
A 4ª música, porque é impossível pensar na Ariel e não pensar nele, mas, a Ariel é mais que ele, então, além do Sir, a música tem o Rei também: 

3. Lola – The Kinks
A Ariel é feminista, mas, não só feminista, é também pró-lgbt, pró negros, e a favor de tudo que alegre a todos, sempre. E além de tudo, como já se pôde perceber, ama britpop. Por isso tudo, para representar essa multiplicidade toda que é Ariel, só existe uma música, e ainda bem que ela existe: 

2. Let’s Dance – David Bowie
Nós já falamos de feminismo aqui, nós já falamos de transexualismo aqui...
Mas nós estamos montando uma playlist para a Ariel, e é impossível montar uma playlist para a Ariel sem falar em misoginia....
E, quem melhor representa a misoginia, na música mundial, do que David Bowie?

1. Marry You – Glee Cast
E a número um?
Bem a primeira, primeirona, tinha que ser eu e ela, nada menos, eu e ela, a primeira tinha que ser essa.



Minha playlist para Thiago:

Escolhi não mandar nada para você, porque queria fazer surpresa. Espero que você goste da playlist tanto quanto eu gostei da sua.

7. Walk On The Wild Side – Lou Reed
Essa música é muito importante para mim, ela fala sobre transsexuais, uma luta que nós dois apoiamos, é muito gostosa de ouvir, e eu não consigo traduzir quão genial ela é.

6. Elmo’s Song - Sesame Street
Porque nós dois amamos o Elmo, nós dois amamos Vila Sésamo, e já passamos um almoço quase todo falando sobre o assunto.

5. Vienna – Billy Joel
Há quem diga que essa música é o melhor conselho que existe. Ela também faz parte de um dos meus álbuns favoritos da vida, e ouvi-la sempre me traz paz, espero que também seja assim para você.

4. I’d Have You Anytime – George Harrison
Tinha que ter Beatles, obviamente.
George escreveu essa música com Bob Dylan e, de acordo com sua esposa Olivia, a letra foi escrita com Dylan em mente. Eu acho essa letra maravilhosa e incrível, e um hino de todas as amizades, mas se encaixa perfeitamente conosco.

3. I've Gotta Be Me - Glee Cast
Outra obrigação era ter Glee. Escolhi essa porque é o Finn, seu personagem favorito, que canta, e porque essa música é muito você, toda essa coisa de não ter vergonha de ser quem é e se orgulhar da pessoa que se tornou, sem se importar com os outros.

2. September - Earth, Wind & Fire
Uma vez, já tem um tempinho, ia começar setembro e você me marcou nessa música no facebook. Agora, não consigo escutá-la sem lembrar de você.

1. See Me Now - The Kooks
Talvez essa seja a única da lista que você não conhece. Acontece que essa música me lembra bastante o Cory, e nós dois sabemos que a morte dele foi uma das coisas que mais nos uniu (com exceção de Star Wars, talvez). 


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Décadas: 1960

O mais difícil foi escolher um álbum só. Minha década favorita no quesito musical, com muitos álbuns que eu considero favoritos. Por outro lado, tem tantos filmes bons nessa década! E os livros, nossa!

Um álbum: David Bowie, David Bowie

Na hora de escolher aqui, eu só procurei não escolher Beatles e ser um álbum do qual eu não tivesse falado por aqui, para não ficar repetitivo. 

Tão novinho! Tão bebê!

Esse é um dos álbuns menos conhecidos do Bowie, e as músicas são um pouco diferentes do que veio depois, mas mais pessoas deveriam ouvi-lo. Bowie o lançou em 1967 e lançou Space Oddity em 1969, e só então chamou atenção.


Minha favorita do álbum é "Silly Boy Blue".

Um livro: Green Eggs And Ham, Dr Seuss

Sou fã dos livros de Dr Seuss desde pequenina, e acho seu estilo muito bonito. Só fui ler esse em questão na adolescência, até porque acho que esse livro não foi traduzido.


O livro é bem fofinho. É infantil, e Sam-I-Am é o narrador, que incomoda um personagem sem nome, insistindo que ele prove ovos verdes e presunto.

Vale a pena ver Neil Gaiman lendo esse livro, porque sim:


Um filme: Help!

Eu sei que os anos 1960 têm muitos filmes melhores do que esse. Mas ser melhor em qualidade não significa ser melhor no meu coração. Help! é também meu álbum favorito dos Beatles, mas eu tenho consciência de que eles têm trabalhos muito melhores. 
O filme é uma comédia bem bobinha, que acompanha os Fab Four enquanto Ringo foge de indianos que o perseguem para oferecê-lo em sacrifício para Kali, uma divindade hindu.

Esse filme, que estreou no mesmo ano que o álbum foi lançado, 1965, foi o responsável pelo meu amor pela banda. Mesmo. Eu convivo com Beatles desde pequenininha, mas foi vendo esse filme que eu me apaixonei.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Velvet Goldmine e o paraíso glam rock

Há alguns anos atrás, eu descobri um filme estrelado pelo Jonathan Rhys Meyers e que tinha o Ewan McGregor no elenco. Eu, como uma menina de uns quinze anos, achei o filme interessantíssimo por causa do elenco.

Ok, não foi assim que aconteceu. Eu estava vendo a filmografia do Ewan McGregor e listando os filmes que eu ainda não tinha visto. O que mais chamou a atenção foi um com o nome de "Velvet Goldmine". Era um nome muito legal, meio familiar... Fui pesquisar mais.

Descobri que o protagonista era o Jonathan Rhys Meyers e eu também tinha uma crush gigantesca por ele, então corri atrás do filme. Essa foi a parte mais difícil. Rodei a internet inteira, as lojas, e nada. Depois de muito, muito tempo, consegui achá-lo, e fui assistir.



"Velvet Goldmine" é um filme sensacional, que se tornou um dos meus favoritos antes mesmo de acabar. Ele conta a história de uma estrela do glam rock, Brian Slade, que tem uma outra persona, o Maxwell Demon, que tem uma banda de fundo chamada Venus In Furs. A história toda é muito louca, envolvendo até mesmo um Oscar Wilde bebê.

Tela inicial do filme

O filme se desenrola a partir do momento em que um jornalista, interpretado pelo Christian Bale, tem que fazer uma matéria sobre onde está Brian Slade. Só que esse jornalista viveu naquela época e era um grande fã do Maxwell Demon, então as suas próprias memórias se misturam com os fatos que são contados a ele pela ex-mulher de Slade.

A personagem do Ewan McGregor no filme é o insano Curt Wild, um cara que não tem pudores quanto a nudez, sexo e drogas.

Minha parte favorita do filme era a participação do Placebo, uma das minhas bandas favoritas, interpretando a música mais maravilhosa do T. Rex, "20th Century Boy".

A minha razão para escrever sobre esse filme é que hoje é aniversário do David Bowie, e esse filme foi absurdamente inspirado por ele. Mas vamos por partes.

Os dois protagonistas, Curt e Brian, foram baseados em Iggy Pop e Lou Reed, e David Bowie e Marc Bolan, respectivamente. Muitos pontos do filme foram baseados em coisas que realmente aconteceram, como o caso dos dois. A esposa de Brian flagra ele na cama com Curt, e a ex-esposa de Bowie já afirmou ter pego o ex-marido na cama com Mick Jagger.


“Estava na cara que eles tinham transado. Nunca considerei a possibilidade contrária”, disse Angie. 
Fonte: Mick Jagger e David Bowie: relação escancarada http://whiplash.net/materias/news_837/158553-rollingstones.html#ixzz3OFAzmOnE


A influência de Bowie sobre Brian Slade é muito visível. Para começar que o vocalista da banda era um cara que começa o filme com um cabelão, e termina o filme coberto de glitter. 


Sim, são a mesma pessoa

Segundo que ele tinha uma segunda persona, extremamente inspirada pelo Ziggy Stardust de Bowie. Até mesmo o nome da banda, Maxwell Demons And The Venus In Furs, tem semelhança com o Ziggy Stardust And The Spiders From Mars. Além disso, Slade "mata" Maxwell em um show, exatamente da mesma forma que Bowie matou o querido Ziggy. 

Acho que a influência mais forte do Bowie nisso tudo tenha sido o título maravilhoso, que vem de uma música (também maravilhosa) do... 

...sim, isso mesmo, do The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars. 

Nenhum nome no filme é por acaso. O Venus In Furs tem esse nome por culpa de uma música do Velvet Underground & Nico, e o nome da ex-esposa de Slade é Mandy, para ficar com a sonoridade parecida com Angie.

O filme tem Eddie Izzard e Toni Colette no elenco também, atuando super bem.

A trilha sonora do filme é espetacular, com músicas de Roxy Music, Lou Reed, T. Rex. Um segredinho que eu só descobri quando fui baixar a trilha sonora foi o Thom Yorke. É, o vocalista do Radiohead mesmo. Ele canta algumas das músicas que o Venus In Furs canta, e o Jonathan Rhys Meyers canta as outras. Para ninguém reconhecer, a voz dele foi alterada, mas ainda assim é puro amor.


Além de tudo isso, o filme tem uma poesia bem bonita.


É um filme longo, mas que passa voando pelos seus olhos, porque a história te prende. E no final, quando chega a hora de dizer adeus a essas personagens que são quase reais, você não quer.

Recomendo que assistam, e se apaixonem, e depois fiquem com "Tumbling Down" na cabeça. Bom filme!