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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Décadas: 1970

Musicalmente falando, os anos 1970 foram incríveis! Tinha Pink Floyd, David Bowie, Led Zeppelin, Simon & Garfunkel, e isso só citando alguns! Descobri que li poucos livros dessa década, e tive que me esforçar bastante para escolher um filme só.

Um álbum: Living In The Material World, George Harrison

George é meu Beatle favorito e eu poderia escolher qualquer um de seus álbuns lançados na década de 1970, mas acabei escolhendo esse, de 1973, por ser menos famoso que "All Things Must Pass" e musicalmente magnífico.



O álbum já começa com "Give Me Love (Give Me Peace On Earth)", uma música forte e introspectiva (e uma das inspirações para minha tatuagem haha). É considerado um dos álbuns mais importantes do músico e deu nome ao documentário de Scorsese sobre George.

Além disso, ganhou Disco de Ouro e alguns especialistas o consideram um dos álbuns com melhor performance de voz e guitarra.

Um livro: Histórias de Uma Cidade, Armistead Maupin

Sabe aqueles autores que vivem para escrever uma coisa? Maupin é assim com essa série de livros, que teve início em 1978. Começando por Histórias de Uma Cidade, o livro que dá título à série, ele conta as histórias de diversos personagens que se encontram em alguns momentos, no melhor estilo "Simplesmente Amor".


O que conecta todas essas pessoas, em um primeiro momento, é o fato de todos morarem em São Francisco.

Maupin abordou temas como AIDS, homossexualidade e independência feminina em uma época onde não era comum falar sobre esses assuntos.

Apesar de difíceis de encontrar, os livros da série merecem ser lidos. Armistead constrói personagens com os quais é fácil se identificar e que cativam tanto que, quando você fecha o livro, não pode deixar de se perguntar: "e agora? O que acontece?".

Um filme: Monty Python And The Holy Grail, Terry Gilliam e Terry Jones

Por que esse, Ariel? Porque eu choro de rir, mesmo sabendo todas as falas e conhecendo todas as cenas. Porque é um dos meus filmes favoritos e é Monty Python. Porque, quando eu descobri os Pythons, esse foi o primeiro filme deles que eu vi. Porque eu amo tudo sobre esse filme. Porque, sabendo como eles batalharam para fazer dar certo, eu aprecio ainda mais.


O filme segue a linha do nonsense dos Pythons enquanto narra a aventura de Arthur e seus cavaleiros em busca do Cálice Sagrado. Com muitas músicas cômicas e muitas críticas escondias. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Circo Voador de Monty Python

Meus amigos vêm tentando me viciar em um certo canal do youtube chamado JovemNerd há um bom tempo, e eu era completamente capaz de dizer que não curtia eles. Era porque eles fazem cada vez mais vlogs que tratam de assuntos que eu amo.

O mais recente é sobre John Hughes, meu diretor favorito, então CORRAM para ver no youtube deles. Mas o que realmente fez com que eu me apaixonasse foi o vídeo que foi intitulado "Monty Python e X-Men" (vejam, só... ok?).

Eu sou MUITO fã da trupe de Monty Python, então não tem nem como ser neutra nessa postagem, Fiquem avisados que vai ter muito fangirlismo.

Mas então. Monty Python é o nome de um grupo de amigos que se juntou para ver comédia. Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones se juntaram e criaram um piloto de uma série de comédia "surreal" e completamente nonsense (vulgo Monty Python's Flying Circus). Juntando as animações de Terry Gilliam com o humor ácido (e inteligente) do resto do grupo, a série ficou no ar por pouco tempo, mas a influência deles na comédia é comparada à influência dos Beatles na música.




O grupo se travestia, se sacaneava, sem a menor noção de dignidade e de quanto era "muito". Na ocasião da morte de Graham, fizeram piadas com isso e tudo.

Mas Monty Python foi além da série. Juntando alguns esquetes sobre a vida e a morte, montaram o filme Monty Python e a Origem da Vida. Contaram a história do "vizinho de manjedoura" de Jesus em A Vida de Brian. Mas o meu favorito é aquele mais nonsense e absurdo da face da Terra, Monty Python e o Cálice Sagrado, que conta a história da busca pelo Cálice Sagrado de uma forma tão WTF? que é hilário.

"É só um arranhão"

Eu cito esse filme mais do que seria apropriado.

O que mais me impressiona na comédia louca dos Pythons é que eles não precisavam fazer comédia com os oprimidos! Gastavam o tempo e o dinheiro deles ocupados com piadas inteligentes e ácidas que faziam piada com os opressores. Genial, do tipo que deve ser apreciada.

Já que mencionei os Beatles lá em cima, vale falar que eles eram super amigos dos Beatles. Criaram um quadro chamado The Rutles (antes do Flying Circus), em que basicamente fingiam ser a banda.


Aliás, nos créditos de A Vida de Brian, George Harrison aparece como produtor executivo. Sem ele, muito do que Monty Python fez não teria sido feito, porque os Pythons tinham a comédia, mas não o dinheiro.

George era muuuuuuito amigo de Eric Idle (meu Beatle favorito e meu Python favorito haha). Eric inclusive narrou as mini biografias que foram ao ar durante o evento do Grammy em homenagem aos Beatles.

Olivia, George, Eric e Terry


Oi, esse post não era sobre os Beatles? Haha

O termo "Pythonesque" (pythonesco) entrou no dicionário britânico devido à forte influência do grupo. Eles estão se reunindo esse ano, para algumas apresentações em Londres.

Se você quer conhecer mais essa trupe linda e mágica, eis o que eu sugiro que faça: veja os filmes primeiro, depois procure as esquetes (se eu não me engano, eles fizeram um filme que é uma compilação de esquetes, mas muitas delas estão disponíveis legendadas no youtube). Depois disso, veja o documentário (é apaixonante) sobre Monty Python, intitulado Almost The Truth (Quase A Verdade). Mais recentemente, eles fizeram um filme completamente animado, contando a vida de Graham Chapman, vale ver também, mas só depois de estar familiarizado com o grupo. O nome desse filme é A Liar's Autobiography (A Auto-biografia de um Mentiroso).

Existe uma tonelada de livros sobre Monty Python que também deve ser levada em conta.

Agora, para algo completamente diferente, deixo vocês com uma musiquinha que vai grudar na cabeça de todo mundo.