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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Fangirlando: #DWWorldTourBR


Quem é whovian sabe que ontem foi um dia muito especial: o final da Doctor Who World Tour, no Rio de Janeiro! \o/

Eu estava lá, bem pertinho, e vou contar como foi essa experiência de fangirl.

Cheguei por lá cedo, e já tinha bastante gente se agrupando, conversando e surtando de leve. Conversei com alguns, conheci outros, tirei fotos com muitos cosplayers maravilhosos.

Vale mencionar que conheci o Briggs nesse meio tempo e só tenho coisas boas a dizer sobre ele. ♥

Enquanto esperávamos os portões abrirem, um cyberman saiu e foi passear entre a gente (spoiler: todos surtaram e gritaram e pediram pro cyberman matá-los), depois os colegas da BBC jogaram pulseirinhas e conversaram conosco.

Quando a casa abriu, cada um recebeu um botton escrito "I ♥♥ DW" antes de entrar para sentar.

O Ruy Balla foi o apresentador na nossa noite, e animou muito a gente antes da exibição do episódio, jogando camisetas e bolas gigantes na plateia, fazendo quizzes e votações, entrevistando pessoas da plateia...

Então chegou o momento mais aguardado: o episódio.

Moffat, quando entrou no palco depois, fez a gente prometer que não ia contar nada do episódio (mesmo que ele tivesse vazado na internet, assim, em parte totalmente), então vou obedecer e dizer apenas omg.

Preparem os lencinhos e a barriga para dar muita risada. Ainda sem spoilers, analisando o episódio, eu preciso dizer  que o Doctor do Peter é sensacional. É muito difícil eu gostar de um Doctor de cara, porque normalmente ele vem substituir alguém que eu amava, mas as minhas expectativas estavam altíssimas com relação ao 12, e ele superou qualquer uma delas.

Eu detestei boa parte da sétima temporada, achei repetitiva e cansativa demais. O primeiro episódio da oitava traz uma renovação de ares que a série estava precisando. Já estava bom de Matt Smith, era hora de mudar mesmo (sorry, Matt, I still love you).

Se todos os episódios da temporada forem como esse primeiro, não vejo motivos para reclamar.

Depois do episódio, o Ruy chamou ao palco os mediadores, e preciso dizer que o cara do Omelete precisa treinar o inglês. Em alguns momentos, o Peter ficava com cara de "que foi?" porque não entendia o que ele dizia. Conheci gente na fila que falava inglês melhor do que ele.

Muitas das respostas da noite me deixaram emocionada, principalmente quando os atores disseram o que Doctor Who significava para eles. A resposta do Peter me fez chorar.

Aprendi, durante o Q&A, que só existe uma resposta para a pergunta "qual é seu vilão favorito de Doctor Who?", e essa resposta é Daleks. Também aprendi que dizer "Sherlock" acende as luzes e que, se Capaldi pudesse, faria uma série sobre um alien misterioso que viaja através do tempo e do espaço. E Moffat estrelaria.

Os sotaques dos três são maravilhosos, principalmente o do Peter que, aliás, faz o Steven Moffat rir de passar mal.

Foi uma das (se não a) melhores noites da minha vida, e só tenho a agradecer e lembrar do carinho.

"A man of so many words; yet, you ask him for just one..." - Jenna Coleman



sábado, 17 de maio de 2014

Fanfics, inspiração, choro e livros


Quando eu tinha lá os meus 12 anos de idade e acreditava que os Jonas Brothers eram os seres mais lindos do mundo, tudo o que eu queria era alguma coisa que me aproximasse deles de alguma forma. Encontrei as fan fics. É muito importante dizer que eu tinha plena consciência de que aquilo ali não passava de algumas histórias que fãs como eu escreviam para retratar aquele sonho que tinham, e nunca confundi com a realidade.

Nesse fandom, eu li muito, porque as autoras usavam uma coisinha chamada Java que tornava a fanfic interativa, ou seja, você lia como se uma das personagens fosse você. Era o máximo! Não sei nem dizer quantas vezes eu fui a namorada do Joe Jonas. haha

A comunidade oficial (sim, no Orkut) tinha uma página na web com a listagem de todas as fanfics publicadas, por ordem alfabética. Os autores começaram postando no Geocities, aquele site do yahoo que permitia que você criasse uma página com html, e depois passaram a postar no Bol, quando o Geocities fechou. Mais tarde, foram criando sites destinados à postagem de fanfictions. No Brasil, eram o Nyah e os Fanfic Obsession e Addiction. Eles não eram muito inclusivos com relação a fandoms, limitados a algumas bandas e séries, como McFly e Gossip Girl.


http://www.fanficobsession.com.br/

Lá fora, nos States, a primeira ferramenta de fanfic foi o LiveJournal. Fácil de usar e acessível, ele tinha o objetivo de ser um diário virtual, mas até hoje usam ele para postar fanfics. Além dele, existem o Fanfiction.net (que tem fanfics em todas as línguas), o tumblr e, hoje, a maior de todas: o Archive Of Our Own. O AO3, como é conhecido, também tem fanfics em todas as línguas, e uma lista quase infinita de fandoms para você escolher.

LiveJournal, FF.net, AO3

Mas, voltando à minha história... Eu queria escrever, e até tentei algumas vezes, aprendi a usar o Java e tudo o mais, mas nunca consegui sair de algumas páginas. A ideia de que o leitor que moldaria a história, que aquele personagem principal seria qualquer um que lesse, acabava me travando um pouco. Como montar a personalidade de alguém que você não conhece?

Apesar de amar a ideia, então, eu não cheguei a publicar nenhuma fanfic no fandom de Jonas Brothers. Li algumas do McFly e de Crepúsculo (porque sinceramente, os autores de fanfic de Crepúsculo no Brasil escrevem mil vezes melhor do que a Stephenie Meyer). Só fui postar alguma coisa na época de Glee. E não parei. A primeira vez que escrevi algo com mais de 50 páginas foi uma fanfic, e tudo o que eu queria era que as pessoas lessem o que eu estava escrevendo. A cada atualização de capítulo, eu recebia elogios, e eram eles que me faziam escrever mais e mais e mais.

Onde quero chegar com isso? Bom, acho que devo começar do começo. As fan fics (curto para fanfictions, ou ficção de fãs) são histórias escritas, como o nome diz, por fãs de determinada série, livro, filme, enfim, algum universo já existente, utilizando seus personagens já existentes. Como não são publicados, não violam qualquer tipo de direito.

Acontece que, atualmente, há um esforço grande para publicar livros no formato digital. No meio disso tudo, vimos 50 Tons de Cinza, uma fanfic de Crepúsculo, ser publicada como livro e vender MUITO bem. A autora Lisa Jane Smith, de Diários do Vampiro, começou a dar continuidade à série de livros através de fanfics que ela mesma escreveu...

Isso levanta algumas perguntas legais sobre o futuro das publicações, dos livros e das fanfics. No fandom de Glee, três leitoras de fanfic se juntaram e criaram uma editora bem visionária. Além de publicar fanfics (com as devidas modificações, é claro), a Interlude Press irá publicar exclusivamente fanfics LGBTQ.

http://interludepress.com/
Se você clicar na imagem, vai pro site da IP :)


Depois de mais ou menos um mês de divulgação do projeto, os três primeiros livros da editora estão disponíveis para pré-venda no site oficial. A partir da data de lançamento, os livros também estarão disponíveis internacionalmente. Eu conversei (por e-mail) com uma das criadoras do projeto, para saber o que as levou a fazê-lo, qual a importância das fanfics e como foi a reação dos autores e leitores à ideia.



Entrevista com CL Miller, da Interlude Press

Você pode me contar um pouco sobre o projeto?

A resposta curta é que a Interlude Press (IP) é uma editora dedicada a romances LGBTQ, mas é claro que é mais do que isso.

A companhia foi criada por autoras e leitoras de fan fiction que também trabalhavam com publicações, tecnologia e relações públicas/marketing, e um dos grandes focos da companhia é incluir o trabalho de alguns autores de fan fiction muito talentosos. Isso inclui publicar tanto histórias novas quanto livros baseados em histórias que apareceram primeiro como fan fiction.

Nós achamos que existem alguns escritores maravilhosos nesse mundo [das fanfics], e que eles merecem uma chance para publicar seus romances e ficção. Nossa meta é ajudar a forçar a abertura da porta da indústria editorial para eles e não só publicar seus livros, mas oferecer a eles o suporte de marketing e editorial que eles não necessariamente receberiam de uma grande editora. Nós somos muito honestos quanto ao fato que os autores com os quais estamos trabalhando são do mundo das fan fictions, e nós acreditamos em celebrar isso. Um dos modos que fazemos isso é explicitando para os autores que estão reimaginando histórias existentes de suas fan fictions que nós queremos que eles mantenham seus originais na internet e disponíveis de graça, seja no LiveJournal, no AO3(Archive Of Our Own), no S&C (Scarves&Coffee, criada exclusivamente para fanfics de Kurt e Blaine, de Glee), no ff.net – em qualquer forma que esteja. Nós também queremos que os autores continuem escrevendo nos fandoms e, até agora, é exatamente isso que eles têm feito.

Com relação ao que estamos publicando, nós queremos ser claros que as histórias que são baseadas em fan fictions são, agora, histórias completamente originais. Nós fomos cuidadosos ao escolher histórias que não eram profundamente ligadas ao cânone (canon), que já incluíam cenários originais e tinham um senso de personagens originais. Não é tão incomum que os autores tenham uma ideia para uma história original que eles rascunham no mundo dos fãs com a intenção de eventualmente substituir elementos canônicos por personagens e locais originais. É uma ótima maneira dos autores conseguirem um feedback sobre o que funciona e o que não funciona. Em alguns casos, os autores trabalhando com a IP voltaram e reconstruíram completamente a história, adicionando mais detalhes e enredo à fanfic que publicaram originalmente.

Nós também estamos publicando histórias originais de ficção LGBTQ que são novinhas em folha. Nós vamos começar a divulgá-las no fim do outono. [No caso, na nossa primavera].


Como vocês tiveram a ideia para a Interlude Press? Vocês estavam com medo das reações dos autores e leitores?

Nesse mês, a ideia do projeto completa um ano. Ela surgiu na Book Expo America do ano passado, onde Annie (nossa Diretora Editorial e uma das três sócias fundadoras) assistiu a uma palestra de um executivo de uma das Cinco Grandes editoras dos Estados Unidos. Ele estava falando sobre “50 Tons de Cinza”, assim como muitos na conferência, e ele reconheceu que a indústria editorial tinha perdido uma chance com as fan fics. Ele disse que os editores deveriam estar ouvindo os fandoms, porque eles é que poderiam direcionar as escolhas editoriais das editoras. Annie mandou mensagens para mim e para Lex (nossa Diretora de Tecnologia e a outra sócia fundadora) naquele dia, dizendo, “eles estão certos, mas eles não entendem fandoms, ou fan fictions, o mundo dos fãs. Há um processo de aprendizagem”. Isso foi o que começou. Nós dedicamos meses de pesquisa e desenvolvimento ao projeto antes de decidir incorporá-lo e torná-lo realidade.

Quanto às reações, o máximo que você pode fazer quando começa um novo negócio é pesquisar, conversar com quem tem mais experiência do que você e aprender com ambos. Não importa quão bem você se planeje, nada é garantido, e sim, nós estávamos um pouco nervosos quando nós fizemos as propostas aos primeiros autores, mas as reações foram fantásticas, muito melhores do que esperávamos, tanto com os leitores quanto com os autores. Nós estamos satisfeitas e muito, muito gratas.


Por que (e como) vocês escolheram os autores que vão publicar?

Bom, esse é, obviamente, um trabalho ainda em processo. Nós temos uma lista comprida de autores com quem esperamos poder falar. Muita coisa influencia nessa decisão. Existe, é claro, o fato de querermos introduzir o mundo “de fora” aos ótimos autores de fan fics. E existem autores que ou criaram obras icônicas de fan fiction, ou têm a reputação de manter seus trabalhos consistentemente em uma qualidade alta, não importa qual o gênero em que escrevem. Então essa é uma parte, mas certamente não o todo. Parte de nossa meta é fazer uma ponte entre a venda do mundo dos fãs e o público geral. Nós estamos procurando por títulos que acreditamos que podem fazer isso, e autores que acreditamos que podem acompanhar esse processo, incluindo cumprir datas, trabalhar com múltiplos editores e contribuir com o marketing de seu trabalho. Quando analisamos os títulos já existentes, também existe a questão inevitável da praticidade. Existem algumas histórias esplêndidas que nós simplesmente não podemos publicar, seja por tamanho, complexidade para editar, pelo fato de publicação prévia por um longo período, ou por estarem simplesmente muito conectadas ao cânone de seu fandom para ser possível refazer. Todos esses fatores, e mais, podem afetar. Nós queremos produzir livros que sejam de boa qualidade e acessíveis, e esses fatos afetam isso.

Nós anunciamos apenas os primeiros autores que assinaram com a Interlude para desenvolver romances e sagas. Nós continuamos falando com autores sobre alguns títulos novos e reimaginados.


Vocês tinham ideia do tipo de reação que a Interlude Press receberia?

Toda vez que você começa um novo negócio, você se arrisca. Com sorte, é um risco com base em uma pesquisa sólida. Ontem à noite [dia 13/05], nós abrimos nossa livraria para pré-vendas, e as pessoas estavam “enfileiradas” à meia-noite, esperando a abertura, o que foi ótimo.

Nossos primeiros indicadores estão bons, e nós estamos otimistas, mas temos muito trabalho duro por nossa frente.


As perguntas internacionais continuam chegando para vocês, certo? Vocês estavam preparados para tantas pessoas perguntando sobre envio e dispostas a pagar por um livro internacional?

Que continuem chegando! Nós amamos receber perguntas de um público internacional, e nós estamos nos preparando desde o começo para vender os títulos da IP globalmente. Nós contratamos um grande distribuidor global para tratar dos nossos pedidos internacionais. Ele pode entregar livros em 195 países, então existe uma boa chance que todos os leitores consigam comprar uma edição física de nossos livros comprando em suas livrarias locais. Nós também vamos oferecer pacotes digitais de eBooks em diversos formatos disponíveis online. Nós vamos detalhar todas as formas de comprar tanto o livro físico quanto o eBook em nosso site.


Que tipo de reação vocês receberam dos autores quando entraram em contato com eles? O contato foi feito exclusivamente online, ou vocês conheceram alguns deles?

Essa é uma boa pergunta, porque nós percebemos alguns equívocos quando anunciamos a companhia. Os primeiros autores a publicar com a IP representam uma seção transversal de autores que ou escrevem ou costumavam escrever no mundo de fãs de Glee. Alguns deles nós conhecíamos bem. Outros, nós conhecíamos apenas pela reputação, e essencialmente tivemos que nós apresentar ou achar alguém que nos conhecia e confiava em nós para fazer as apresentações. Alguns nós conhecemos pessoalmente, e isso foi ótimo. Eu vi que a Chazzam estava visitando LA alguns meses atrás, e aproveitei a chance de conhecê-la. Nós nunca tivéramos uma conversa antes daquilo, e foi um pouco intimidante porque o pensamento principal na minha cabeça era Essa é a autora de The Sidhe. Eu fico feliz de ter superado isso, porque Chazzam é uma das pessoas mais legais e agradáveis que você poderia conhecer.

A resposta à proposta foi incrível. Todo mundo disse sim? Não, mas todos apoiaram muito e estavam dispostos a conversar sobre o assunto. E as conversas foram memoráveis, e um pouco loucas, já que estávamos coordenando horários globais. Houve perguntas inteligentes, e risadas, e até algumas lágrimas. Lágrimas boas, de pessoas que nunca acharam que teriam a chance de publicar um livro. Eu não sei nem começar a descrever quão recompensantes essas conversas foram. Nós três desligaríamos o telefone, e ficaríamos em silêncio por um momento, e então uma de nós diria, inevitavelmente: “É por isso que estamos fazendo esse projeto”. Relembrar esses momentos só nos faz querer trabalhar ainda mais duro.

Eu vi algumas fanfics com muitos links externos para várias coisas – scrapbooks, playlists... - vocês planejam manter esses links nos livros digitais?

Essa é uma daquelas coisas que tornam as fan fics tão especiais – a habilidade de ver essas inspirações transformadas em histórias. E é uma das (muitas) razões para querermos que os autores da IP mantenham suas fan fictions disponíveis online.

É outra história para um livro publicado. Existem regras sobre os direitos das músicas que tornariam as playlists proibidas pelo custo. Dito isso, os autores da IP vão todos começar blogs de autor, onde irão postar background dos livros, inspirações, scrapbooks e qualquer outra coisa relevante para seus livros.

O que é tão importante nas fanfics?

Essa é uma pergunta ótima, importante e um pouco gigante!

Em primeiro lugar, todos nós sabemos que autores (e leitores) de fan fics têm que lutar por respeito há tempos. Diga o que for sobre 50 Tons de Cinza, mas pelo menos ele abriu os olhos de muitas pessoas que previamente nem olhariam para fan fiction como algo legítimo ou comercializável.

Primeiro, e isso falando tanto do crédito quanto da imagem do gênero, existe algo para todos nas fan fictions. E eu quero dizer todos. Existem crack fic [fan fics engraçadas, de comédia], romance, suspense, fanfics de episódio, e com mundos detalhados. Existem fanfics monstruosas de 300.000 palavras. Existem rascunhos de 100 palavras. Existem romances que prevalecem e eu diria que passam muitos best seller em termos de qualidade. E sim, existem as fan fics pornôs. Algo para todos, e abençoados são os escritores de fan fiction, cada um deles, por fazer isso.

E essa é outra coisa que é realmente especial nas fan fics: a diversidade de autores. Olhe a demografia das pessoas escrevendo fics. Se estica de crianças a aposentados. Existem pessoas que nunca escreveram ficção antes e que se sentem inspiradas a tentar graças à fan fiction. Existem autores profissionais que estão apenas “esticando as pernas”. Existem pessoas que talvez sempre escreveram, mas nunca encontraram um público. Nas fan fics, elas conseguem encontrar esse público, e conseguir o feedback de que precisam para polir suas habilidades.

Esses autores escrevem pelo amor de escrever, e o amor ao seu mundo de fã. E isso é incrível. O fato de que tantas pessoas estão escrevendo, simplesmente porque amam isso? É inspirador.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Coisas de How I Met Your Mother que vão deixar saudades


Há um bom tempo, venho planejando uma postagem sobre How I Met Your Mother. Claro que já falei da série em várias postagens por aqui, mas nunca fiz nenhuma exclusiva.

Quem conhece, sabe que a série vai acabar em alguns episódios. Eu acompanhei os tweets do elenco durante os últimos dias de leitura e filmagem, e partiu meu coração perceber que está chegando a hora de dizer adeus a esses cinco amigos (e à Mãe também).

A ideia desse post veio de um tweet do Josh Radnor (Ted). Ele twittou: 
           #CoisasQueVouSentirFaltaEmHIMYM Ser recepcionado no lot todas as manhãs pela Julie de braços abertos.

E embaixo aquela foto famosa da Julie Andrews em A Noviça Rebelde, de braços abertos, cantando "the hills are aliiiiiiiiiiive with the sound of musiiiiiiiic".

Mas, hm, foco, né?

Então eu tive a ideia de fazer uma lista de coisas que vão deixar saudades depois que HIMYM dizer tchau. Prontos?


As frases existenciais do Ted

Ted Mosby sempre tem aquela frase que fica com você, que você cita e usa de conselho para um amigo ou até para você mesmo. É uma filosofia muito grande, muito bonita, e as frases foram, por muito tempo, o único elemento "sério" em HIMYM.

Todo dia, eu acredito um pouco menos, e um pouco menos
e um pouco menos e... isso é uma droga.


   Apesar do tom triste de muitas das frases dele, algumas são tão inspiradoras que ficam para sempre. A minha favorita (que eu amo tanto que tenho colada atrás da porta), é a que ele fala sobre o Universo, em Something Old. 


Talvez nós não precisemos que o Universo nos diga o que
queremos. Talvez todos nós já saibamos, lá no fundo.

   
                       
As menções aos meus filmes favoritos

Como não amar o amor dos caras por Star Wars? Como não sofrer loucamente quando Marshall e Ted fingem ser Inigo Montoya na sala do apartamento? 



As one-liners do Barney

One-liners são aquelas frases curtinhas mas que marcam um personagem, um bordão. Barney Stinson tem milhaaaaaaaaaares: Legendary, challenge accepted, that's the dream, just... ok?, have you met Ted?

As minhas favoritas, no entanto, são as que envolvem high fives.


Aliás, muito do sucesso da série vem do Barney. Muitas coisas dele vão deixar saudade. O Playbook, o Bro Code (que, aliás, a Intrínseca traduziu como o Código Bro), a aparente habilidade dele de pegar uma mulher independente da situação...


Robin Sparkles

A Robin, antes de se mudar para os Estados Unidos e ficar amiga de todo mundo, morava no Canadá (o que, aliás, é assunto de piadas infinitas durante toda a série). Só que, além disso, ela era uma espécie de popstar adolescente.

Sob o nome Robin Sparkles, ela "lançou" os sucessos: Let's Go To The Mall, Sandcastles In The Sand, Beaver Song. Depois de uma decepção amorosa, mudou o nome para Robin Daggers e lançou P.S. I Love You.

Dá para rir bastante.

 


Os tapas

Algumas temporadas atrás, Marshall e Barney fizeram uma aposta de tapas (vencida pelo Marshall) que garantiu momentos maravilhosos e hilários durante as temporadas seguintes (ainda estamos esperando o último tapa).

Vou sentir falta, principalmente, do Marshall dizendo que vai bater na "cara estúpida" do Barney.










Os sites

Para quem não sabe, todos os sites que são citados na série existem de verdade. O Marshall cantando It Was The Best Night Ever com o Nuno Bettencourt? Sim. Ted Mosby Is a Jerk? Sim. 

O How I Met Your Mother Wikia conta com uma lista de todos os sites, com o nome do episódio em que são mencionados ao lado. 


As intervenções

Durante os anos, o pessoal criou o hábito de fazer intervenções para ajudar os outros amigos a largarem vícios e obsessões. 


Sempre com uma faixa vermelha e branca, cada um preparava um discurso e acabavam convencendo quem quer que estivesse recebendo a intervenção a largar a obsessão.


A trilha sonora

Durante esses nove anos de HIMYM, conheci muitas bandas graças à trilha sonora maravincrível da série. The Shins, Bad Books, e até os próprios The Solids (banda dos criadores da série e que canta a música de abertura).

Uma das minhas favoritas é essa, do Rufuns Wainwright, Cigarettes & Chocolate Milk, que toca em uma das minhas cenas favoritas de um dos meus episódios favoritos, Last Cigarette Ever.




As fotos dos bastidores


Porque sim.




Aquela expectativa gostosa para saber quem era a mãe.

Um mistério que acompanhou a série durante oito temporadas e que deixou muita gente com o coração na garganta quando ela apareceu de surpresa no último episódio da temporada, na estação de trem.


McLaren's

Como toda boa série, HIMYM tinha o seu lugar. Assim como Friends tinha o Central Perk e Queer As Folk tinha o Woody's e a Babylon, o lugar de How I Met Your Mother é o McLaren's, o bar que fica embaixo do apartamento do Ted, Marshall e Lilly.

Assim como quase tudo na série, o bar foi inspirado em algo real. Na verdade, foi modelado pensando em quatro bares que o Carter Bays e o Craig Thomas (criadores da série) costumavam frequentar em Nova Iorque.

Mais do que só um cenário, o McLaren's vai ficar sempre sendo o símbolo dessa série tão querida. Foram nove anos maravilhosos, uma jornada cheia de altos e baixos, risos e choros (alguém falou do pai do Marshall?), mas de muito amor.

Sei que vou sentir falta dessas pessoas fictícias que alegraram meus dias e me marcaram, com certeza. Foi uma experiência len... espere... dária!


Our booth was wherever the five of us were together. 


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Melhores season finales

Para quem não sabe, season finale é o último episódio da temporada de alguma série. Fazem chorar, rir, morrer de ansiedade... Fiz uma pequena lista com meus favoritos das minhas séries favoritas.

The New Normal, primeira temporada

Apesar do medo de TNN não ser renovada para a segunda temporada, o finale não podia ser melhor. Mostra o nascimento do bebê (que, sinceramente, esperei a temporada toda), um casamento gay (que progresso!) e é simplesmente lindo. Não sei se existe outra palavra para definir um episódio que te lembra como o amor é algo maravilhoso. E John Lennon na trilha sonora? Eu aprovo.



How I Met Your Mother, segunda temporada

Sou apaixonada por esse episódio porque mostra um casamento (de quem será? Veja e saberá! ) e porque termina com o Barney com uma das mãos pelos ombros do Ted dizendo um de seus bordões: "It's gonna be... wait for it..." e ele não termina a frase com seu "Legendary!". Me fez rir, e o primeiro episódio da terceira temporada começa com ele completando sua frase.



Queer As Folk, terceira temporada

O mais legal desse episódio são os últimos dez minutos. Na Liberty Avenue, depois de descobrirem que o candidato homofóbico não ganhou, os personagens fazem a festa e, no meio dela, acabam descobrindo várias coisas. A trilha sonora não podia ser melhor: True Faith, do New Order, perfeita pelo ritmo e pela letra. Outra coisa legal é o efeito: os personagens primeiro em preto e branco, e aos poucos colorindo, como um arco-íris. Lindo.



Glee, terceira temporada

Dizer adeus é sempre triste, mas Glee se superou com esse episódio. Chorei horrores. As músicas são perfeitas, as histórias de despedida são uma fofura (vide Kurt e Blaine confessando que o amor deles é tão forte quanto o de Diário de Uma Paixão) e o episódio termina com um gancho para a temporada seguinte (e atual) da série. 



Criminal Minds, quinta temporada

Amo esse finale porque morro de medo do Tim Curry, e o gancho para a sexta temporada me deu arrepios e vontade de chorar - de medo.



Friends, décima temporada

Quem não chorou nesse episódio ganha meu ódio. Hehe. Brincadeira. Mas que é emocionante, isso é! Para mim, os melhores momentos são: o Ross olhando para o telefone perguntando se a Rachel conseguiu ou não sair do avião e o desfecho dessa cena e, é claro, o momento da entrega das chaves. A série fez parte da vida de tanta gente por tanto tempo que, quando foi embora, tinha que ir epicamente mesmo. Genial o final, porém triste.