terça-feira, 12 de junho de 2012

A culpa é das estrelas




Eu já havia ouvido falar em John Green, principalmente porque sou fã do David Levithan, mas nunca tive curiosidade de ler nenhum de seus livros.

Então eu li alguma coisa na internet sobre "50 Shades Of Grey", que é um dos piores livros que eu já existiram na humanidade, e nesse mesmo site ou blog estava falando sobre "The Fault In Our Stars". É claro que eu já ouvira o nome, mas, quando li sobre ele, decidi que queria lê-lo.

Como começar?

Estava um pouco nervosa, porque tinha medo do livro me decepcionar, mas quando vi já estava na página 20 e completamente apaixonada pelo livro.

Não vi o tempo passar, e simplesmente não conseguia parar de lê-lo. Ri, chorei, me emocionei. Fiquei tão aflita que tive que parar algumas vezes, mas valeu MUITO a pena.

 Além de ser muito bonito, John me fez chorar por ter posto um dos meus poemas favoritos, The Love Song Of J. Alfred Prufrock.




Comecei a leitura à tarde e terminei por volta das onze da noite, porque eu precisava terminá-lo.

Bom, o livro conta a história de Hazel Grace, uma garota com câncer no pulmão, e o que acontece com ela quando ela conhece Augustus Waters. Parece um pouco clichê e bobinho, mas acredite quando eu digo que a escrita de Green passa longe disso.

Completamente envolvente e ao mesmo tempo doloroso e divertido, "The Fault In Our Stars" é o tipo de livro que te deixa imerso na história, e você esquece completamente que não está vivendo a história de Hazel com ela.

Espero que todos que leiam gostem, e só uma dica útil: mantenha os lenços por perto.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Se um corpo encontra um corpo...

Passei as duas últimas semanas relendo "The Catcher In The Rye" (ou O Apanhador Nos Campos De Centeio), de J.D. Sallinger.

O incrível nesse livro é: todas as vezes que termino de lê-lo, me sinto cansada, como se realmente tivesse vivido as aventuras do Holden.

Esse é mais um livro polêmico, um dos livros mais proibidos nos Estados Unidos, principalmente por sua linguagem, mas também por seus temas e, de acordo com alguns pais, "porque Holden é um mau exemplo".

O livro é narrado pelo próprio Holden, que conta um pouco sobre o que aconteceu com ele quando foi expulso da escola em que estudava.

Durante o livro, as mais diversas situações acontecem, e você se pega rindo e às vezes sente uma dor no coração...

Não tem como explicar o que acontece sem estragar o livro todo, mas vou deixar algumas dicas para você que quer lê-lo.

O irmão de Holden, Allie, morreu por culpa da leucemia (não se preocupe, você descobre isso nas primeiras páginas) e, pelo modo como Holden fala sobre ele, é possível perceber como ele amava o irmão mais novo. Além de Allie, Holden tem mais dois irmãos: D.B. e Phoebe, que são basicamente as únicas pessoas com quem ele realmente gosta de interagir.

Holden é bastante antissocial, prefere ficar isolado, mas ao mesmo tempo sente grande necessidade de carinho, de amor. Anda pelas ruas de Nova York usando um chapéu de caça vermelho, para parecer diferente, mas trata logo de tirá-lo se vai encontrar com algum conhecido. 

Além disso, Holden é louco para saber o que acontece com os patos quando o lago no Central Park congela, e age como um velho irritado praticamente o livro inteiro. Durante muitas partes, você até acredita que ele tem mais do que apenas dezesseis anos, mas às vezes ele demonstra ter essa idade, como no caso dos patos.

Holden é um eterno Peter Pan. Não quer crescer ou amadurecer. Todos os adultos com quem encontra o pressionam para crescer, mas ele ignora. Parece pensar que ser adulto é algum tipo de castigo, e que os adultos são chatos e desinteressantes, enquanto a infância é algo lindo e que merecia durar para sempre. Sem perceber, Holden está se tornando um adulto.

No fim do livro, J.D. dá a entender que Holden foi hospitalizado depois de algum tipo de colapso, mas não explica o evento em detalhes, deixando espaço para a imaginação.

Bom, é isso. Quem quiser ouvir a música que deu origem ao título, aí está:


sábado, 24 de março de 2012

Eu, você, Charlie e o melhor filme dos últimos tempos

Imagine um site recheado de imagens, textos e vídeos que podem te inspirar, te fazer rir, chorar... Não, não estou falando do Facebook. Estou falando de algo um pouco menos complexo, mas mais legal, o site You, Me & Charlie. 

O YM&C (como é chamado por quem o "frequenta") é relativamente novo e foi criado pela Dianna Agron, uma das atrizes de Glee, mas o site é mantido com outros amigos da loira e até mesmo com você, se você quiser mandar alguma mídia para o site.

A ideia era se conectar mais com os fãs. Dianna mantém um tumblr há alguns anos e tudo o que ela postava lá virava sucesso, mas ela reclamava da interação limitada da rede social. Por isso, decidiu criar um lugar onde houvesse interação e onde ela pudesse aprender com os fãs.

Deu certo. Depois de pouco tempo no ar, o site atraiu milhares de pessoas ao redor do mundo, e agora eles criaram o que realmente ganhou meu coração: um email diário.

Trata-se de um email, que é enviado todos os dias por volta das oito da manhã nos EUA, para todos os que quiserem receber, contendo algumas frases inspiradoras ou alguma história gostosa de ler. Pode parecer bobo, mas às vezes você acorda mal e tudo o que quer é algo para te deixar melhor, e eu garanto que os emails do YM&C são capazes de levar seu dia de 0 a 10.

O único ponto negativo é que os emails são em inglês, por isso nem todos podem ler, mas acho que a mensagem principal dessa pequena forma de carinho pode ser passada a diante por qualquer um: por mais difícil que seu dia esteja, sempre haverá uma luz no fim do túnel - às vezes pequena, mas ainda assim...

 Se alguém estiver interessado no YM&C, clique aqui para visitar o site.


Agora vou deixar essa postagem ainda maior para falar de um dos melhores filmes dos últimos tempos, na minha opinião: Toda Forma de Amor, ou Beginners, no original.

Fiquei sabendo que esse filme existia por culpa do Christopher Plummer (a quem já jurei amor eterno quando vi A Noviça Rebelde pela primeira vez), no Globo de Ouro. Quando foi agradecer seu prêmio, justamente por esse filme, agradeceu ao Ewan McGregor (outro que amo demais) por ser um filho tão bom.




Fiquei intrigada. Um filme, com Ewan McGregor e Christopher Plummer e eu não sabia disso? Fui correndo pesquisar e descobri que o filme teve pouquíssima divulgação no Brasil, por isso nunca ouvira falar dele. Pesquisei um pouco mais sobre a história e decidi que queria vê-lo.

Não me arrependi. O título pode parecer o de uma comédia romântica estilo Meg Ryan, mas ele engana. O original é melhor, bem melhor, mas isso não é surpresa. O filme trata, na verdade, de Hal, um homem de setenta e muitos anos que está com câncer e descobre que não poderá ser operado, o que quer dizer que morrerá em breve. Como se não bastasse para um filho descobrir isso, Oliver (personagem de Ewan) também descobre que o pai é homossexual.

Parece um pouco clichê, mas surpreende e é extremamente inteligente, bonito e engraçado (apesar de todo o drama). O filme é contado em uma espécie de flashback, enquanto Oliver vive um romance complicado com Anna, que conheceu em uma festa à fantasia.

Sem querer estragar mais, recomendo que vejam. Seja para ampliar seus horizontes, para passar o tempo ou para rir e chorar com o mesmo filme. Seja qual for seu motivo, Toda Forma de Amor vai te fazer pensar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vinte anos depois...



Depois de esperar ansiosamente minha mãe terminar de lê-lo, fui ler Um Dia, de David Nicholls (acho um charme os dois 'l' no sobrenome dele), que foi lançado aqui no Brasil pela editora Intrínseca.

Adorei. Quando comecei a ler o livro, minhas expectativas estavam altas: todos estavam comentando como o livro era bom, que era um "novo clássico" e eu fiquei com um pé atrás, porque geralmente são livros assim que acabam sendo os piores.

Mas me surpreendi da melhor maneira possível. A ideia do livro é extremamente criativa e eu entendi porque todos diziam que o livro era tão bom. É triste, mas também te faz rir em diversos momentos, e é uma leitura gostosa - eventualmente é agoniante, mas ainda assim é muito gostoso de ler.

Me deu esperanças de uma forma esquisita e me deixou com o coração partido, mas vale MUITO a pena e é um dos livros atuais que eu mais gostei. Na minha humilde opinião, 5 estrelas.



O livro conta a história de Emma Morley e Dexter Mayhew, dois jovens que se conhecem após a festa da formatura da faculdade, no dia 15 de julho, e a partir daí têm esse dia marcando diversos momentos em suas vidas. O livro todo "pula" os anos, contando apenas o que aconteceu no dia 15 daquele ano, desde 1988 até 2007. É uma "história temporal" e é preciso saber com o que você está lidando antes de começar a ler, para não desistir depois.

Bom, se ficar decidido que vale a pena ler, reserve um dia inteiro. O livro é tão contagiante que não dá vontade de parar, e você perde completamente a noção do tempo.

O livro deu origem a uma versão cinematográfica, estrelada por Anne Hathaway e o lindo Jim Sturgess - mas eu acho que ficaria melhor se fossem a Emma Stone e o Jude Law. Ainda não vi, mas se for metade do que o livro é, tenho certeza de que será inesquecível.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Al Hirschfeld

 Foto retirada do site oficial do cartunista.

O que posso dizer? Estou simplesmente fascinada por ele e por seus trabalhos.

Al era um cartunista americano, nascido em 1903, conhecido por seus simples desenhos em preto e branco de celebridades e estrelas da Broadway. Ele viajou de Paris a Londres, estudou Arte, viveu em Nova York. Foi nomeado diretor de arte da Selznick Pictures com (pasmem!) 17 anos.

Em 1926, fez um desenho do ator Sacha Guitry que foi publicado no New York Herald Tribune. Depois de dois anos os seus desenhos de teatro eram já publicados em cinco jornais nova-iorquinos.

Faleceu em 2003, cinco meses antes de completar 100 anos, de causas naturais, em sua casa.

Ele empresta seu nome a um dos teatros da Broadway, que fica na 302 West 45th Street, aonde já foram encenadas diversas peças, sendo as mais legais (na minha opinião, é claro): Romeu e Julieta, Oliver!, Drácula, Annie, A Noviça Rebelde, Hair e How To Succeed In Business Without Really Trying.

 Foto retirada da Wikipedia

Coloquei abaixo uma das caricaturas dele, da atriz Judy Garland. Quem se interessar, visite o site e conheça mais.

Foto retirada do site oficial do cartunista.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Meia-noite: a última?

Hoje vou escrever sobre Vampire Diaries, The Return: Midnight.


Posso dizer que esse livro não me decepcionou, apesar de não me chocar.

Acontece que, depois de ler TODOS os livros da série, esse se torna um pouco repetitivo e cansativo, apesar de ainda ter bastante ação e vários momentos engraçados por culpa do Damon.

O livro é focado, como sempre, em Elena e companhia, dando grande ênfase ao triângulo amoroso Stefan, Elena e Damon, principalmente através dos pensamentos da loira. Dessa vez, o grupo tem que lutar contra Shinichi e Misao - que estão destruindo Fell's Church - enquanto descobrem coisas a respeito um do outro que jamais poderiam imaginar - e que podem transformar suas vidas para sempre.

O que me deixou de nariz um pouco torcido foi o modo como eu pude prever algumas coisas nesse livro. Não vou falar muito para não dar spoilers mas, se você ler o livro, vai prever que o próximo livro da série deve focar em Damon e em todo o drama familiar de Meredith (que é apresentado nesse livro e, sinceramente, deixa você se perguntando: por que isso agora?).

De todos os livros da série, esse foi o que eu demorei mais tempo para ler. Como eu disse, é cansativo, e achei que é muito "Elena" o tempo todo, sempre com pequenas coisas que quase a glorificam.

É uma leitura que vale a pena sim, mas é necessário ter disposição. O livro me fez chorar, e só vou dizer que tem a ver com o Damon - o inquebrável, perfeito e orgulhoso Damon.

Ah, e antes que eu me esqueça: o final é o que eu chamaria de levemente frustrante e extremamente preparatório para o próximo livro.

Amo a Lisa de paixão mas, honestamente, acho que outro livro agora será um pouco forçado.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Let it snow, let it snow, let it snow...

Um globo de neve.


Chega essa época do ano e todo mundo só quer saber de festas, do Natal, do Ano Novo e de suas famosas resoluções (não funcionam para mim). Mas eu decidi não escrever nenhuma postagem sobre esse clima de festas, até porque acho esse um tema um pouco clichê.

Recentemente li O Amante de Lady Chatterley e, apesar de estar planejando uma postagem sobre ele no futuro, já vou logo dizendo que vale a pena ler.

Mas esse livro me deixou inspirada para escrever e me deixou pensando. Cheguei à conclusão de que nenhuma dica para escrever funcionou comigo. Então decidi fazer esse post, sobre as minhas dicas para começar a escrever.

Vamos lá.


Dica número 1 - Se você quer, você pode.
      Muitas vezes você quer escrever alguma coisa, mas as pessoas a seu redor dizem que você não sabe escrever ou que o tema é clichê ou que a história não vai ficar tão boa assim. Mas eu te digo: nem sempre as pessoas estão certas. Escreva se tiver vontade, com a mente aberta para críticas boas e ruins, mas não deixe de escrever porque alguém disse que você não podia. Já pensou quantas histórias morreriam se todos desistissem por causa disso?



Dica número 2 - Esteja preparado para crises.
     Nenhum escritor - seja ele profissional ou não - sabe sempre o que escrever. Crises de criatividade acontecem o tempo todo, e muitas vezes você vai se deparar com o famoso "writer's block", sem saber o que fazer com a história ou o que escrever. O importante é começar a escrevê-la e, se chegar um momento em que você simplesmente não conseguir continuar escrevendo-a, não desista. Guarde-a, porque quem sabe quando sua criatividade volta?



Dica número 3 - Leia MUITO
     Essa deve ser a dica mais clichê do mundo, mas é verdade. Quanto mais você lê, mais conhecimento adquire. E não precisam ser clássicos da literatura não. Às vezes um livro de pré-adolescente pode te dar bastante ideias.


Dica número 4 - Escreva SEMPRE
     Escrever constantemente é essencial. Pode ser um rabisco, uma história que você acaba achando um lixo, uma página no seu diário, um post no blog, uma longa resenha de filme ou livro. Qualquer coisa que estimule sua criatividade e o seu vocabulário vale. Quanto mais você escrever, mais "treinado" você fica.


Dica número 5 - Não tente agradar a todos.
     Principalmente a você. Como Chris Colfer disse durante uma entrevista, você sempre será muito cruel com o que você escreve. Muitas vezes, o que você acha que ficou simplesmente ridículo ficou na verdade maravilhoso e só você não viu (até porque, honestamente, é muito mais difícil vermos as qualidades no que nós mesmos fazemos). E quanto ao resto das pessoas, bom, é sempre aconselhável agradar alguns, mas todos sabem que é impossível agradar a todos. Então não precisa arrancar os cabelos porque certas pessoas não gostam de seu trabalho. Sempre digo que, se algo que você escreveu agradar uma pessoa, vale a pena.



Dica número 6 - Aprenda a lidar com distrações e alterações em sua escrita.
     O modo de escrever de todas as pessoas muda, e às vezes muda em um pequeno período de tempo. Não há como controlar e não aconselho reescrever a história porque, além de dar um trabalho enorme, a história fica mais interessante com essas pequenas diferenças na sua escrita. E quanto a distrações, elas são ULTRA comuns e nunca dá pra se livrar delas. O segredo é aprender a lidar com elas, a parar de escrever em um ponto aleatório da história e depois de longos momentos voltar a escrevê-la.


E a última, dica número 7 - Não desista.
     Acho que não preciso explicar, mas acho que é essencial um escritor ter força de vontade e paciência, principalmente no Brasil. Não desista, porque você nunca sabe quando vai ter sua grande chance, não é? ;)