domingo, 28 de abril de 2013

John, Hank e o poder de saber o que eu quero ouvir

Sou tão fanática pelos irmãos Green que parafraseei o John no meu discurso de formatura. Todas as pessoas que convivem comigo já me ouviram falar neles e, bem surtar por culpa do Henry Green (mas será que dá para me culpar?).

Além de serem inteligentíssimos e me fazerem rolar de rir, eles têm uma coisa meio bizarra: o poder de saber o que eu quero ouvir. Em diversos dias, em diversas situações, eu abri o canal conjunto deles no youtube e me deparei com um vídeo que dizia exatamente o que eu precisava ouvir naquele dia.

Fiz uma pequena seleção dos melhores vídeos deles, e meus motivos para gostar tanto de cada um.

You Make You

Me lembro que no dia em que o Hank postou esse vídeo, eu estava estranha. Em um daqueles dias em que se acorda virado... Mas logo depois que ele postou o vídeo, corri para ver, e chorei bastante.

We're All Scared

Nooooooooooossa, se esse não é o melhor vídeo de todos, não sei qual é. Tudo o que o Hank diz é tão verdade, tão real... São coisas que eu nunca consegui colocar em palavras, e ele faz isso muito bem.


Cooking With a 3-Year-Old

Tanta fofura que eu nem sei...

"- Are you a Communist?
- Yeah."

What To Do With Your Life

Esse foi o vídeo que eu parafraseei na formatura, e outro que me trouxe lágrimas aos olhos quando vi pela primeira vez.

sábado, 27 de abril de 2013

Palavra da semana

Hoje eu roubei. hehe. A palavra não foi gerada aleatoriamente, eu que escolhi, porque queria falar sobre o assunto.

A palavra é adultério: infidelidade conjugal.

Sempre que ouço essa palavra eu me lembro da Brittany, de Glee, que não é lá muito esperta, e diz que achava que adultério significava "ser estúpido, tipo ser um adulto".






Tenho duas músicas que me lembram dessa palavra e que, aliás, sempre chamo de "minhas músicas de adultério":

Saving All My Love For You

Basicamente, ela fala de como é ruim viver sozinha enquanto ele tem a família dele, sobre ser "a última" na lista dele... 


Me And Mrs. Jones

Essa música tem mil versões diferentes, mas a minha favorita é a do Michael Bublé mesmo. Essa deve ser a música de adultério mais famosa de todas, e as duas pessoas envolvidas sabem que o que estão fazendo é errado.

Também lembro da personagem da Carrie Fisher (sim, a Leia) em Harry & Sally, que era sempre "a outra" nos namoros que tinha. Por mais que admitisse que os homens casados jamais largariam suas esposas por ela, só foi conseguir alguém solteiro por causa de um encontro armado. Apesar de ser toda complicada, ela dava conselhos ótimos.




Também tenho dois livros que falam sobre o tema.

O Amante de Lady Chatterley, do D.H. Lawrence. Um clássico da literatura, erótico, que conta a história de Connie, a Lady Chatterley, que é casada com Clifford (não o gigante cão vermelho), que quando passa a andar de cadeira de rodas deixa o casamento ir de mal a pior, e até sabe dos amantes ocasionais da esposa. A princípio, Connie fica com os homens apenas pelo sexo, mas isso é só até Mellors aparecer. O final desse livro é um dos meus finais favoritos, muito perfeito.

O segundo é o livro que estou lendo atualmente, Wicked, que conta a história da Bruxa Má do Oeste. Acontece que a mãe da Elphaba (sim, esse é o nome dela) trai várias vezes o marido, tanto é que a pequena Fabala (apelido carinhoso, só para os íntimos hehe) nasce verde (!!!).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Melhores season finales

Para quem não sabe, season finale é o último episódio da temporada de alguma série. Fazem chorar, rir, morrer de ansiedade... Fiz uma pequena lista com meus favoritos das minhas séries favoritas.

The New Normal, primeira temporada

Apesar do medo de TNN não ser renovada para a segunda temporada, o finale não podia ser melhor. Mostra o nascimento do bebê (que, sinceramente, esperei a temporada toda), um casamento gay (que progresso!) e é simplesmente lindo. Não sei se existe outra palavra para definir um episódio que te lembra como o amor é algo maravilhoso. E John Lennon na trilha sonora? Eu aprovo.



How I Met Your Mother, segunda temporada

Sou apaixonada por esse episódio porque mostra um casamento (de quem será? Veja e saberá! ) e porque termina com o Barney com uma das mãos pelos ombros do Ted dizendo um de seus bordões: "It's gonna be... wait for it..." e ele não termina a frase com seu "Legendary!". Me fez rir, e o primeiro episódio da terceira temporada começa com ele completando sua frase.



Queer As Folk, terceira temporada

O mais legal desse episódio são os últimos dez minutos. Na Liberty Avenue, depois de descobrirem que o candidato homofóbico não ganhou, os personagens fazem a festa e, no meio dela, acabam descobrindo várias coisas. A trilha sonora não podia ser melhor: True Faith, do New Order, perfeita pelo ritmo e pela letra. Outra coisa legal é o efeito: os personagens primeiro em preto e branco, e aos poucos colorindo, como um arco-íris. Lindo.



Glee, terceira temporada

Dizer adeus é sempre triste, mas Glee se superou com esse episódio. Chorei horrores. As músicas são perfeitas, as histórias de despedida são uma fofura (vide Kurt e Blaine confessando que o amor deles é tão forte quanto o de Diário de Uma Paixão) e o episódio termina com um gancho para a temporada seguinte (e atual) da série. 



Criminal Minds, quinta temporada

Amo esse finale porque morro de medo do Tim Curry, e o gancho para a sexta temporada me deu arrepios e vontade de chorar - de medo.



Friends, décima temporada

Quem não chorou nesse episódio ganha meu ódio. Hehe. Brincadeira. Mas que é emocionante, isso é! Para mim, os melhores momentos são: o Ross olhando para o telefone perguntando se a Rachel conseguiu ou não sair do avião e o desfecho dessa cena e, é claro, o momento da entrega das chaves. A série fez parte da vida de tanta gente por tanto tempo que, quando foi embora, tinha que ir epicamente mesmo. Genial o final, porém triste.




quarta-feira, 24 de abril de 2013

Palavra da semana

Em primeiro lugar, desculpem pela pulagem de dias. Agora vamos à palavra da semana.

A palavra é: EUA.

Um filme que me lembra essa palavra é Milk - A Voz da Igualdade, um filme com Sean Penn e James Franco que conta a história do político Harvey Milk, o "prefeito da Castro Street", o primeiro senador americano assumidamente gay, e o principal responsável por São Francisco (cidade onde morava e que representava) ter coisas assim:

"Quebre em caso de fabulosidade"
O filme foi inspirado pelo documentário The Times Of Harvey Milk (ganhador do Oscar), que vale muito a pena ver antes de ver o filme, porque explica muito, muito bem a história toda de Harvey e conta com depoimentos das pessoas que conviveram com ele.

Quem quiser, eis o link do youtube, completo e legendado:


Além disso, o filme e o documentário contam sobre a luta de Milk contra a desigualdade.

Duas músicas que me lembram a palavra EUA são:


E lógico:


Desenhe a minha vida

Estão rolando pelo Youtube uns vídeos em que a pessoa desenha para narrar a vida, então decidi fazer algo parecido por aqui. Fiz algumas colagens para contar um pouquinho mais sobre mim.

 Bom, eu cresci em um lugar muito chuvoso e frio, e passei a maior parte da minha infância obcecada com moda e filmes de Tim Burton. Também era fã das Spice Girls e toda aquela coisa de Girl Power.
 Quando eu entrei para a quinta série, arrumei minhas malas e me mudei para mais perto da família, o que foi ótimo. Enquanto isso, eu lia feito uma louca (meu favorito era O Pequeno Príncipe), assistia Disney Channel e escrevia cada vez mais, principalmente em diários.

Mas nem tudo foi um mar de rosas. Eu acabei com sérios problemas de auto-estima e passava a maior parte do meu tempo sozinha, me questionando e chorando (muito). O fato de ter poucos amigos não ajudava em nada e, no final do Ensino Fundamental, eu tinha a certeza de que nunca mais faria amigos.








Mas o Ensino Médio me provou errada. Cheguei, fiz vários amigos que me valorizavam pelo que eu era (tudo bem, isso só aconteceu no segundo ano, mas...) e conheci professores maravilhoso (que não se parecem com esse da colagem, mas...).
Aprendi muitas coisas e reavaliei muito meu modo de pensar.






Ainda me entupia de livros, e aprendi muito com eles. Gastava bastante com eles também.



Demorei um bom tempo para me decidir para que prestar vestibular. Eu queria moda quando era beeem mais nova, depois queria jornalismo, mas acabei fazendo para Biblioteconomia. E passei. Essa, inclusive, foi minha primeira semana.

Além disso, nesse meio tempo, Glee estreou e eu me apaixonei de cara e, é claro, eu descobri como pode ser bom (ou ruim) ser uma nerdfighter.

domingo, 21 de abril de 2013

O universo cuida de todos os seus pássaros




Se tivesse que definir Extraordinário, da R.J. Palacio, em uma palavra, seria bobinho.

Esperava mais, bem mais do livro. A narrativa é bem legal, alternando entre as pessoas que realmente gostam do protagonista (o August, que tem o rosto deformado), mas o conteúdo do livro deixa muito a desejar.

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Minha primeira crítica é com relação às menções a Star Wars. Não me levem a mal, sou apaixonada por Star Wars, mas tudo demais enjoa. Perdi a conta de quantas vezes algum dos filmes é mencionado, e ficou chato, repetitivo e sem noção.

Ainda no tópico de Star Wars, achei extremamente preconceituoso o August querer ser conhecido por algo sem ser SW. Qual é o problema em ser nerd? E por que ele tinha que se livrar da trancinha de Padawan? Na parte em que ele tira o pôster dele de “O Império Contra Ataca”, não pude deixar de lembrar de Every Day, do David Levithan, em que A fala que a Rhiannon mantinha seu quarto uma mistura de sua infância e sua adolescência. Não vejo problema algum em manter um pôster de algo que você gostava quando era mais novo. É só acrescentar algum pôster mais recente!

Fora isso, achei algumas partes muito forçadas para existir um “final feliz”. E não entendi muito bem o propósito do livro. Mostrar que somos todos iguais, independente de nossos rostos?

Podia ser melhor, mas ainda assim é uma leitura legal. Com uma narrativa fácil, mostra que devemos rir de nós mesmos sempre que possível, e que as pessoas nos surpreendem.

Só não esperem uma leitura cabeça e super construtiva, ok?

Ah, e numa escala de A Ameaça Fantasma a O Retorno de Jedi, quão legal é o Justin?

E sim, meu favorito é o sexto episódio. Por quê? Ewoks.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Rocky Whore

É mais do que indispensável fazer uma postagem sobre Rocky Horror Picture Show, um dos filmes mais revolucionários de todos, um clássico, um cult, um estilo de vida.

O filme surgiu da peça musical criada por Richard O'Brien, com músicas dele mesmo. A história do filme é uma loucura só, que você só entende vendo, mas envolve homens usando meias arrastão, alienígenas de Transsexual, Transilvânia querendo voltar para casa, traição e um homem criado com o único propósito de fazer sexo.

Bizarro? Veja e se surpreenderá.

O filme é marcado com censura 18 anos no Brasil, mas é bem light no quesito nudez. É também colocado na categoria "Horror", mas é mais comédia do que outra coisa.

Mas vamos ao que realmente interessa a respeito desse musical: as curiosidades.

Pouca gente sabe, mas esse foi o filme que deu origem ao termo cult, que hoje é usado para descrever os produtos, os filmes, que têm uma legião de fãs, e geralmente aqueles que a mídia menos apoia. A razão? Rocky Horror (para os íntimos) se tornou tão popular e as pessoas ficaram tão obcecadas que passaram a tratar o filme quase como um culto ("cult" em inglês).

Aliás, os fanáticos por Rocky Horror ganharam uma nomenclatura especial (tipo trekkie ou gleek): rocky whores. A tradução é algo do tipo: "piranhas do Rocky", mas é esse termo pela sonoridade parecida com "horror" e, é claro, pelo fato de todos serem louuuuuuuuuucos pelo filme.

RHPS é exibido em diversos teatros/cinemas ao redor do mundo, principalmente no Halloween, mas têm uma peculiaridade: participação da audiência. Basicamente, enquanto o filme passa num telão, os espectadores gritam, jogam arroz na tela, interagem com o filme. E, em um pequeno palco, alguns atores incorporam os personagens principais e atuam em sincronia com o filme.

Se for sua primeira vez, você é chamado de virgem e tem que pagar uma prenda (geralmente é dançar o Time Warp, mas chegaremos a isso mais tarde).

Ah! E se você for para uma dessas exibições, pode ir fantasiado como alguém do filme.

Time Warp

Já que estou ensinando sobre o filme, por que não mostrar como é a coreografia da música mais icônica dele?

1/2. Você dá um pulinho pequeno para a esquerda.
3. Um passo para a direita (mexa só o pé direito mais para a direita)
4. Ponha a mão na cintura e encoste um joelho no outro, para dentro
5. Faça o movimento pélvico

Aqui está.

Ah, e se você estiver com preguiça de ver o filme, os coelhinhos resumem para você:


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Como melhorar um dia ruim

Todos nós temos dias ruins, certo? E nem sempre por algo que seja nossa culpa. Mas manter o dia ruim ou não é sim uma escolha, e eu tenho algumas técnicas para melhorar um dia desses.

Primeiro, ouça uma música triste, que te faça chorar. Assim, você se alivia e sai da parte da tristeza.

Segundo, tome um banho longo, com a água bem quente, para relaxar. Não se preocupe com mais nada, só preste atenção na sensação da água.

Terceiro, ouça uma música que te anime. Esse é o primeiro passo para o dia melhorar de verdade.

Quarto, veja uma série ou filme que faça você esquecer seus problemas e se dedicar 100% à história.

Quinto, ponha uma roupa confortável. Eu gosto de pôr um vestido bem largo se estiver calor, ou meu moletom gigante se estiver frio.

Sexto, coma algo gostoso. A melhor ideia é sorvete, mas qualquer coisa que te faça pensar "hmmm" é válida.

Sétimo, lembre-se que é só um dia. Por mais que pareça que nada vai dar certo e que a melhor ideia é sentar no meio da rua e esperar um carro passar, é só um dia ruim. Como eu disse, todos nós temos. O que hoje parece absurdamente triste, amanhã é só uma lembrança.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Transfobia

Essa vai ser, provavelmente, uma das postagens mais difíceis daqui do blog. Em primeiro lugar, porque as pessoas simplesmente esquecem que existem transsexuais no mundo. Segundo, porque pouquíssimas se informam sobre o assunto. Mas eu quero mudar isso.

Antes de mais nada, eis a imagem que vai ser a base de toda essa postagem:

Cartaz do Dia Nacional da Visibilidade Trans*
Deixe-me explicar ponto por ponto.

Gênero diz respeito àquele gênero com o qual se identifica. Às vezes uma pessoa nasce com genitais femininos, mas se identifica como do gênero masculino. Essa é a definição mais básica de transgênero: uma pessoa que nasceu com os genitais do gênero oposto.

A parte da orientação sexual está basicamente dizendo que você é quem se define. Você pode muito bem ter genitais femininos e se identificar como gay. 

Acontece que a sexualidade humana é muito fluida. Humanos são seres confusos, e a sociedade adora um rótulo. Então, toda vez que vê um homem vestido com roupas que são, tecnicamente, "de mulher", chama de traveco. O nome disso é crossdressing, e não tem absolutamente NADA a ver com orientação sexual ou gênero. Imagina se toda vez que uma menina vestisse uma calça chamassem ela de homem? É basicamente isso que se faz. A roupa que o cara escolheu foi escolhida assim porque era o que ele queria vestir, não necessariamente porque ele sente que é uma mulher.

Muuuuuuuita gente ainda torce o nariz quando vê alguém que nasceu "homem" se comportando como "mulher" e isso é uma daquelas coisas superultramegapower erradas na sociedade.

Meu conselho para não existir ódio, para quem não se sente "confortável" com as pessoas trans*, é simplesmente calar a boca. Não machuca, não arranca pedaço e é mais produtivo. 

E é também um ótimo conselho para tudo relacionado a gênero e sexualidade. Se a vida é da pessoa, ela que seja quem ela acha que é. Simples assim. Você não tem NADA a ver com isso.

O que significa *?

Ok, isso é um pouquinho confuso. Esse asterisco que sempre acompanha a palavra trans* é, na verdade, o chamado termo guarda-chuva. Como a abreviação trans pode significar várias coisas (transsexualismo, transgênero, travesti), criaram esse termo para englobar qualquer um deles “embaixo do guarda-chuva”.
 
De acordo com o site transfeminismo.com: "Daí a ideia do guarda-chuva. Além disso, o termo também pode incluir pessoas trans* que se identificam  dentro e/ou fora do sistema normativo binário de gênero, ou seja, da ideia normativa que temos de “masculino” e “feminino” que forma um binário."

Eduque-se

Separei alguns links super úteis para quem quiser saber mais sobre o assunto, se educar, entender.

Esse vídeo do Hank pro vlogbrothers é incrível. Ele explica bem detalhadamente, estabelece a diferença entre sexo e gênero, e eu sou apaixonada por esse vídeo.

Já a Laci explica de uma forma mais simplificada, melhor de entender. E também é ótimo para entender como a transfobia começa: no momento em que saímos do útero.

Recomendo ler o blog transfeminismo, porque é bem educativo e te dá uma ideia de como é a mente de quem achava que seria homem, mas descobriu que era mulher.

O site de quadrinhos do Laerte também é cheio de tirinhas trans* e inclusivas, muito boas para refletir e entender. Visitem: manual do minotauro.

Uma das tirinhas do Laerte




Sugiro ver dois filmes, um deles que eu jamais cansarei de ver.

Meninos Não Choram

Esse filme, de 1999, é bizarro por ser baseado em uma história real.

Baseado na história real de Teena Brandon, Boys Don't Cry relata a juventude de uma jovem garota que decide assumir sua transexualidade, mas para fugir do preconceito e negação da sociedade adota nova identidade, transformando-se no garoto Brandon. Do meio dos Estados Unidos, surge um ser com uma vida dupla extraordinária, um triângulo amoroso complicado e um crime que abalaria o interior do país.

Meninos Não Choram explora as contradições da identidade e juventude americana através da vida e da morte de Brandon Teena. Através de um caos de desejo e assassinato, surge a história de um jovem americano à procura do amor, de si mesmo e de um lugar para chamar de lar.

Preparem os lenços, porque o choro é certo.

Eis o trailer:


Laurence Anyways

Não posso falar muito desse filme, porque é do Xavier Dolan e eu sou MUITO fã dele, mas o filme é incrível. Conta a história de Laurence, que está em um relacionamento com Fred, uma mulher, e decide que não quer mais mentir para si mesmo, quer ser quem realmente é: uma mulher. O filme acompanha a difícil e dolorosa caminhada para ser você mesmo, mas que no final é extremamente recompensadora.

Cheio de metáforas como qualquer filme do Dolan, um dos melhores filmes que já vi.


É isso. Espero que tenha sido educativo.



terça-feira, 16 de abril de 2013

Comédias românticas favoritas

Decidi fazer uma lista com meus filmes favoritos e os motivos pelos quais eles são tão bons. Mas, como sou cinéfila, vou fazer por temas. Hoje, para começar, escolhi comédias românticas.

É uma categoria bem difícil para mim, porque gosto de várias comédias românticas, mas a regra para essas listas de favoritos é simples: sete filmes favoritos e, ocasionalmente, um filme bônus.

1. Harry & Sally - Feitos Um Para O Outro

Eu morro de raiva desse título em português, mas relevemos. Esse filme conta a história de Sally Albright (interpretada pela Meg Ryan) e Harry Burns (Billy Crystal), que se conhecem e viajam juntos para Nova York. Através dos anos, eles se reencontram e ficam amigos, mas algo que Harry disse na viagem para Nova York atrapalha qualquer relacionamento dos dois: "homens e mulheres não podem ser amigos. O sexo sempre vai estar lá". O filme foca nos dois lutando com seus próprios sentimentos, tentando entender o que está acontecendo e na evolução da amizade dos dois.



Sou apaixonada por esse filme. Sei as falas, já chorei assistindo... Esse filme é um dos que eu chamo de "filme de conforto": quando estou passando por um tempo difícil, eu ponho esse filme e parece que tudo melhora. Talvez pela "familiaridade" dele, não sei.

A história da amiga da Sally (Carrie Fisher) é uma das partes mais engraçadas do filme, eu sempre morro de rir.

Quando eu era beeeem pequena, com meus cinco ou seis anos, assistia a todos os filmes da Meg Ryan, e amava especialmente os que tinham Tom Hanks no meio. Recomendo todos os filmes da Nora Ephron para quem gosta de comédias românticas, mas esse para mim é o mais especial.

Uma fala inesquecível: "Você parece uma pessoa normal, mas é na verdade o Anjo da Morte", Sally.


2. (500) Dias Com Ela

Nem sei se tenho palavras para descrever meu amor por esse filme. Lembro que aluguei ele por acaso, porque tinha lido alguma coisa sobre o diretor do filme (Marc Webb), e me apaixonei. Esse filme conta a história de Tom Hansen (o lindo Joseph Gordon-Levitt), um cara sentimental e fofinho, que quer um relacionamento sério com a nova secretária da empresa onde trabalha, a Summer (a maravilinda Zooey Deschanel), que surpreendentemente gosta das mesmas coisas que ele. O único problems é que Summer quer o oposto que ele: um romance casual.

Existe um medidor de obsessão para esse filme? Porque eu tenho anotados os dias e o que acontece em cada dia. Pois é.

O mais legal desse filme é que, como o título já diz, são 500 dias. E, durante o filme, o diretor vem e volta nesses dias, mas sempre mostrando uma tela com o número do dia, assim:




É legal observar que, conforme o tempo passa, a tela dos dias passa também. As estações mudam, as folhas da árvore caem, e o que era tão bonito e colorido perde completamente a cor.

Ah, e sabe aquele meme: expectativas/realidade? Pois é, surgiu por causa desse filme.



Acho que esse filme tem uma "moral": que os românticos desesperados sempre vão se apaixonar por pessoas que não são capazes de dar a eles o que precisam.


3. Sabrina


Esse é um pouco velhinho, de 1954. Um dos primeiros filmes da Audrey Hepburn, que vive a protagonista Sabrina, ele conta com as atuações de Humphrey Bogart e William Holden. E sim, tem um remake, mas eu odeio (a única parte boa dessa versão nova é o Harrison Ford).



O filme conta a história de uma garota, filha do chofer, que é apaixonada pelo filho mais novo do patrão (Holden). Quando ela volta de viagem, mudada e com mais cara de mulher adulta, e pensa que talvez possa ter uma chance com ele, ele demonstra interesse mas, a partir do momento que o dinheiro da família entra em jogo, tudo dificulta um romance entre os dois (inclusive o irmão mais velho).

Bom, esse foi o filme que me ensinou a quebrar ovo. Sério. Eu era um desastre. Quando a Sabrina está em Paris, num curso de culinária, o professor diz que "está tudo no pulso". E funciona.

Filmado em preto e branco, tem um charme e uma fofura que eu achei maravilhosos, e o Humphrey Bogart só melhora esse filme tão fofo.


4. Escrito nas estrelas

Prefiro o nome em inglês, Serendipity, pela noção de "Destino", mas até gosto dele em português. Esse filme é a história de Jonathan Trager (John Cusack) e Sara Tomas (Kate Beckinsale), que se cruzam numa loja pegando o mesmo par de luvas. Depois que ele diz "fique com elas", Sara se oferece para pagar um sorvete para ele no Serendipity 3 (um restaurante liiiiiiiindo em Nova York), e a conexão é instantânea. Mas os dois estão namorando, e Sara diz que é culpa do destino, que não é para eles ficarem juntos naquele momento. Então ela sugere que ele escreva o número dele numa nota de cinco dólares, e escreve o seu numa cópia de Amor Nos Tempos do Cólera. O combinado é que, se eles encontrarem o número um do outro, é para eles ficarem juntos.



Eu gosto porque acredito muito em destino. Não sei bem como explicar meus motivos para gostar do filme sem estragar a história, mas vou dizer que é muito bonito, tanto visualmente quanto "psicologicamente". Vale a vista.

5. Vestida Para Casar

Ah, esse filme. Ah, James Marsden.

Jane (Katherine Heighl) é a madrinha de casamento de TODOS os casamentos possíveis, apaixonada pelo chefe. Mas a sua irmã chega na cidade, rouba o coração do chefe e, quando eles vão se casar, ela tem lidar com os próprios sentimentos e ser, ao mesmo tempo, a madrinha de casamento perfeita. Mas Kevin/Malcom (James Marsden), o jornalista de casamentos, não vai deixar ser tão fácil.



Sou fã da cena de Benny & The Jets e acho esse filme muito bom principalmente porque mostra como podemos nos enganar com relação a sentimentos. E como a vida nem sempre é o que planejamos.


6. Imagine Eu e Você

Uma florista. Um casamento. Uma noiva confusa. Esse é, basicamente, o enredo desse filme maravilhoso. As protagonistas são a Piper Perabo e a Lena Headley (fãs de Game Of Thrones?) e, de acordo com a Wikipédia, "retrata a história de uma noiva que se apaixona no seu casamento, mas não pelo noivo".

Eu sempre fico meio sem ar depois de ver esse filme. É muito bonito e mostra que nem sempre as pessoas entendem a próprica sexualidade e orientação sexual.

Esse filme é um filme sobre auto-conhecimento e crescimento. Muito bom.

Frase inesquecível: "You're a wanker, number nine!"



7. Ressaca de Amor

Esse filme tinha tudo para me conquistar mesmo. Jason Segel, Kristen Bell, Russell Brand e Mila Kunis no elenco principal, uma história super hilária e um pouquinho de romance.



Peter (Segel) fica arrasado com o fim de seu namoro com a estrela de TV Sarah (Bell) e, para tentar esquecer a tristeza, decide tirar umas férias no Havaí. Mas quando ele chega lá descobre que a ex está hospedada no mesmo hotel que ele. Para piorar, ela levou junto o novo namorado.

Então começa um joguinho de ciúmes, e ele vai descobrindo a si mesmo durante essas férias que eram para simplesmente esquecer a ex-namorada.

E ah, como eu amo o Jason Segel!


Filme bônus: Letra & Música

Está aqui, no bônus, porque eu amo o Hugh Grant e por culpa de Pop! Goes My Heart. Vejam:


domingo, 14 de abril de 2013

Música, música e mais música parte II

Prontos?

Uma música que você cantaria como dueto no karaokê.

You're the one that I want, uh-uh-uh, de Grease
Uma das suas músicas clássicas favoritas

Musetta's Waltz, La Bohème, de Puccini

Uma música do ano do seu nascimento

High And Dry, Radiohead

Uma música que faz você pensar na vida

Northern Downpour, Panic At The Disco 

Uma música que te faz seguir em frente

Ta, ta, ta, ta..
 Don't Stop Believin', Journey/Glee

Uma música com o nome de alguém no título

Mas olha só! Ariel, Dean Friedman 

Uma música que você acha que todos deviam ouvir

Tempo de Pipa, Cícero 

Uma música de uma banda que você gostaria que ainda estivesse junta

Ô Anna Juliaaaaaaa-a

Uma música de um artista que não está mais vivo

 Singin' In The Rain, Gene Kelly

Uma música que faz você querer se apaixonar

Lover's Spit, Broken Social Scene. Amo amo amo amo amo 

Uma música que parte seu coração

For Good, de Wicked

Uma música de um artista com uma voz que você ama

Take On Me, A-Ha. Também é meu clipe favorito.

Uma música que te lembra a infância

Abertura de Rugrats 

Uma música que te lembra você

Hey Baby, No Doubt. É ela desde sempre. 


Alguém mais quer compartilhar a lista?

sábado, 13 de abril de 2013

Música, música e mais música parte I

Achei esse meme musical por acaso e resolvi compartilhar minhas preferências no blog.

Uma música que você gosta que tenha uma cor no título.

 Yellow Submarine, dos Beatles <3

Uma música que você gosta que tenha um número no título

2 Become 1, das Spice Girls
Uma música que faz você lembrar do verão

Serendipity, do Honor Society


Uma música que tem que ser tocada ALTO.


Radioactive, do Imagine Dragons

Uma música que faz você querer dançar

Skin Tight, Scissor Sisters

Uma música para ouvir viajando.

Roubei, mas o cd Born And Raised INTEIRO

Uma música sobre drogas ou álcool

Drunk, Ed Sheeran

Uma música que te deixa feliz

 Never Gonna Give You Up, Rick Astley, mas.. Opa! Esse é o Hank cantando rs

Uma música que te deixa triste

Preparem os lenços

The Scientist, Coldplay. Ei, não chora!

Uma música da qual você não enjoa

CAUSE I'M MR. BRIIIIIIGHTSIDE

Uma música da sua pré-adolescência

Say Ok, Vanessa Hudgens

Eu AMO o Zac nesse clipe.

Uma música sua favorita dos anos 80

Difícil.
I've Been In Love Before, Cutting Crew

Uma música que você adoraria que tocasse no seu casamento

Fun fact: minha ex-professora do curso entrou com essa música no casamento.
All I Ask Of You, de Phantom

Uma música que é um cover

 If I Ain't Got You, Maroon 5, cover da Alicia Keys


Parte II a caminho! :)

Palavra da semana

Decidi criar uma espécie de "coluna" aqui no blog. Toda semana, no sábado ou no domingo, vou postar a palavra da semana (que vai ser gerada aleatoriamente por um site) com seu significado e filmes, músicas, que me lembrem essa palavra.

Para começar, a palavra é sabedoria.

O Google achou 14.800.000 resultados.

Significado, de acordo com o dicio.com.br:
s.f. Qualidade ou caráter de sábio.
Acúmulo de muitos conhecimentos; grande instrução; ciência, erudição, saber.


O filme que faz com que eu me lembre dessa palavra é Um Sonho de Liberdade. Eu sinceramente não sei se seria capaz de ser tão forte caso estivesse na mesma situação que o personagem do Tim Robbins.



Esse filme é baseado em um livro de Stephen King mas, assim como À Espera de Um Milagre, não é sinistro. Retrata a história de Andy Dufresne, um banqueiro que passa quase duas décadas na prisão Shawshank, condenado pelo assassinato de sua esposa e do seu amante, apesar de Andy afirmar sua inocência. Durante seu tempo na prisão, ele se torna amigo de Ellis "Red" Redding, e se torna protegido pelos guardas após o agente penitenciário passar a utilizá-lo em operações de lavagem de dinheiro.

Muito bom.

Uma música que me lembra "sabedoria" é Say, do John Mayer, mas vou deixar que a letra explique meus motivos.

"Pegue toda a sua honra desperdiçada

Todas as pequenas frustrações passadas

Pegue todos os seus "chamados" problemas

Melhor colocá-los entre aspas



Diga o que você precisa dizer...
(...)
Não tenha medo de continuar
Não tenha medo de desistir
Seria melhor você saber que no final
é melhor falar demais do que nunca dizer o que você precisa dizer de novo"
 Acho que é só. Espero que tenham gostado!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os melhores vlogs

O título já diz tudo. Sou apaixonada por vlogs (que são blogs em vídeo) e fico louca caçando uns canais bons, que tenham assuntos interessantes e não sejam clichês.

Por isso, decidi fazer uma lista com aqueles vlogs que estão no topo da lista, que me fazem esperar ansiosamente por um novo vídeo, uma atualização...


1. Laci Green

Conheci o vlog dela por uma postagem no facebook, e gosto do vlog pelo seguinte: fala de sexo, mas de uma forma bem dinâmica, e explora bastante todo o tipo de assunto. Acho legal que ela responda perguntas no estilo "como me depilo sem me machucar?" e é legal também porque as opiniões dela são muito interessantes, e ela é feminista. Vale a pena conferir.

2. Gayrotos

Ok, eles são novatos nesse canal. Mas são fofos, e eu ri bastante com o primeiro vídeo deles, e já sou fã do Cabine HQ que eles fazem, então... O canal promete.

3. Carrie Fletcher



Esse é especial para a Julia, minha querida amiga, porque foi ela que me apresentou. Gosto muito dos vídeos da irmã do Tom Fletcher porque somos bem parecidas, ela é uma fofolete e amiga do Alex Day (que, por sinal, tem um canal no youtube genial).

4. Tyler Oakley




Confesso que antes da febre de One Direction eu gostava mais dos vídeos do Tyler, mas de vez em quando ele faz uns que são muuuito bons. Acho que gosto dele porque no começo ele era bem como eu: fã, desesperado. Nunca vou esquecer do vídeo que ele fez no dia em que a revista People divulgou várias fotos do Darren Criss sem camisa. Eu - quase literalmente - rolei de rir. 

Fun fact: antes de criar seu canal sozinho, Tyler era parte de outro canal de vlogs excelente, o 5 gays.

5. Jack e Finn Harries



Apesar do nome, FinnsGap, os vlogs geralmente são em dupla. Esses dois irmãos lindos e gêmeos, britânicos fofos, sempre fazem uns vídeos ótimos, e são garantia de tempo bem gasto.

Eu e duas amigas minhas temos o costume de tentar adivinhar quem é quem. Quase sempre dá certo (ou não).

6. vlogbrothers



Tinha que estar aqui, não? Esse é o canal conjunto do John e do Hank, que surgiu depois que os dois combinaram de não trocar cartas ou emails, e se falarem por meio de vídeos. Atualmente, o Hank posta um vídeo da sexta e o John posta um na terça. Melhor. Vlog. De. Todos.leroakley

7. Hank Green



Além do vlogbrothers, o Hank tem seu próprio canal. Enquanto no vlogbrothers ele faz os vídeos para o John, nesse canal ele posta muuuuuuitos vídeos bobos e inteligentes, mas sem um "destinatário".


O poder do vermelho

Vermelho é uma cor clichê (polemizei). Mas é a cor clichê mais linda e poética de todas. Vermelho é a cor da volúpia, nas palavras de um poeta vira carmim, tem o poder de dar fome e erotizar...

Por ser uma cor tão forte e poderosa, para mim ela se destaca em algumas situações.

Nos lábios


Apesar de não ser fã de maquiagem, já admiti que gosto de batons. Sejam sinceros, uma boca pintada de vermelho é outra coisa... Não só pela questão sensual, mas também pela questão estética. Fica bonito. Chega até a melhorar a auto-estima...







Nos cabelos


(Talvez eu tenha escolhido essa foto porque é a linda da Dianna Agron, mas shhh)

Cabelos vermelhos são maravilhosos. Até hoje não conheci ninguém que discordasse. Lógico que não é para qualquer um usar os cabelos nessa cor, mas aquelas pessoas que realmente conseguem ficar bonitas, geralmente ficam LINDAS.

Num mundo onde a maior parte das pessoas tem cabelos castanhos, o vermelho se sobressai.








Em bolos Red Velvet


Amo fazer cupcakes, e a melhor parte da receita dos red velvet é a hora de pôr o corante. A mistura muda completamente de cor, dá uma vontade danada de comer até cru.

O vermelho deixa os cupcakes extremamente lindos e com cara de gostosos.

Por culpa da cor ou não, meus cupcakes red velvet foram os que fizeram mais sucesso.


Em "The Catcher In The Rye"

Quem leu o livro sabe que o vermelho tem um significado super especial para o protagonista Holden (spoiler: é a cor do cabelo do irmão morto dele), que chega ao extremo de usar um chapéu de caça vermelho. A capa mais bonita do livro (essa aí ao lado) também conta com vermelho por toda a parte.

Apropriado. E lindo.











No pôster do Pizza John


Não preciso explicar, preciso? DFTBA.