Já faz um bom tempo que não me manifesto aqui, mas com boas desculpas. Estava focada em escrever um bocado do meu livro, e consegui fazer um bom progresso.
Logo depois, comecei a dar preferência ao que escrevia pra Pólen, porque as coisas que eu queria escrever pareciam se encaixar melhor lá do que aqui, e assim foi.
De vez em quando, eu via o blog e ficava meio tristinha por não estar postando nada aqui, por não fazer ideia do que seria interessante ser colocado... Mas com aquela sensação de que esse aqui é o meu cantinho sagrado, onde eu me sinto confortável para falar as besteiras que derem na cabeça.
Agora, além de começar a escrever meu TCC e surtar com o iminente fim da graduação, sou a mais nova integrante da equipe do Conversa Cult! \õ/
Postava lá há algum tempo, principalmente na coluna Notas Brasileiras, de indicação de artistas, que eu criei. Mas aí a equipe me chamou para fazer parte fixamente, e como eu poderia dizer não, né?
Isso não sou eu me despedindo disso aqui não, de forma alguma. É só uma explicação para meu sumiço que pode acontecer (curiosamente, escrever para tantos lugares diferentes me dá muita vontade de escrever aqui também).
Estou começando também um projeto audiovisual com uns amigos, então aguardem porque em breve vamos ter mais novidades ainda!
Ah, e ando bem frustrada por não ter o cd do Posada e O Clã no Spotify.
Espalhei por cada bar um pouquinho do meu querer agora não tem um boteco na cidade no qual eu não tenha falado de você O garçom já sabe Conhece seu jeito e o que diz Se familiarizou com o seu nome Entendeu que você é o que eu sempre quis Já xinguei o seu nome enquanto bebia cerveja quente Outro dia, te elogiei demais culpa da tequila que subiu à mente
Meus amigos perguntam e, mesmo sem querer falar, me pego pedindo outra dose para em seu copo poder reclamar
Esses dias visitei um boteco de uma outra cidade, garçom diferente não sei por que me surpreendi quando ele disse já saber da gente Hoje vou pedir um drinque e já peço desculpas pelo que acontecer o que eu faço quando bebo vodca é melhor você nem saber
Hoje, voltando para casa depois de um carnaval incrível e completamente sem vontade de voltar à vida normal, passei por um grafite que dizia:
Na hora, achei a frase muito potente e muito real. Uma das frases que eu mais odeio na vida é a clichê "mais amor, por favor", e concordo demais com a Clarice Falcão quando ela diz "menos mais amor, por favor".
Para mim, amor nunca faltou. Sim, verdade que as pessoas andavam meio rabugentas e demonstravam pouco qualquer tipo de carinho e amor, mas aí não era porque ele estava em falta, mas sim porque as pessoas não sabiam demonstrá-lo.
Essa frase tem muita relação com aquela outra, também imensamente clichê, de "As Vantagens de Ser Invisível": "nós aceitamos o amor que achamos merecer".
O amor anda por aí, está sempre à nossa volta. Seja pela presença nas pequenas coisas, como num riso pela coisa mais simples, ou pela presença de pessoas maravilhosas ao nosso redor.
Por muito tempo, eu acreditei que eu andava muito sozinha porque era esquisita e ninguém me amava, mas depois fui descobrir que meu verdadeiro problema era que eu tinha contato com as pessoas erradas. Isso não me incomodava porque, em parte, eu também não gostava muito de mim.
Mas depois comecei a ser amiga de pessoas que redefiniram tudo aquilo que eu chamava de amor, que melhoraram meu amor próprio e, mais importante do que isso, me trouxeram de volta a noção de que o amor existe sim.
Então, vamos parar de colocar a culpa no amor. Ele está só esperando que a gente faça melhor uso dele. Vamos amar.
Nesses meus vinte anos, fiz parte de vários fandoms diferentes: Jonas Brothers, Doctor Who... Mas o que fez parte de mim, de verdade, foi o de Glee.
Comecei a assistir Glee na estreia na Fox Brasil. Minha mãe me disse que ia estrear uma série musical, que parecia comigo, e eu vi a pré-estreia e gostei. Marquei num calendário a data da estreia e assisti toda a primeira temporada na tv.
Quando a segunda temporada ia começar, decidi passar a ver online, e foi mais ou menos por aí que comecei a fazer parte da comunidade no Orkut e, mais tarde, fui pro facebook.
Glee teve um papel muito importante na minha vida, muito além de ser só a minha série favorita (até quando eu odiava). Muitos dos amigos que fiz por causa da série dizem que ela os salvou, e eu assino embaixo. A série me fez ter orgulho de quem eu sempre fui, me deu vontade de perseguir meus sonhos, me trouxe novos amigos.
Sempre digo que sou uma mistura de Kurt Hummel e Blaine Anderson, e era muito inusitado para mim me identificar com personagens de uma série de tv. Nunca tinha acontecido, e eu chorei várias vezes porque eles diziam algo que me tocava muito, que era exatamente o que eu estava sentindo e eu não sabia como explicar.
Eu criei um tumblr, inicialmente para postar meus textos, mas descobri que as pessoas usavam o site para outra coisa: reblogar gifs de séries e postar fanfics. Já comentei a respeito das fanfics de Glee aqui no blog, mas eu as lia entre um livro e outro, quando a depressão ficava forte e eu precisava de um abraço em forma de texto.
Logo defini meus autores favoritos, e ficava à espera dos textos deles e de atualização em fanfics grandes. Foi graças a essas fanfics que eu perdi a minha timidez e fui agradecer aos autores pelas palavras. Conversava com amigos de Austrália a México, e me sentia feliz ali, segura, amada.
O fandom de Glee foi, por muito tempo, um porto seguro. Me aceitou de braços abertos e disse "olha, fica aqui, gostamos da sua doideira e somos um pouco doidos também".
Infelizmente, como todo fandom, tinha seu lado difícil. Eu vi amigas minhas excluírem os tumblrs por ataques de pessoas que gostavam mais de outro casal, por trollagem de anônimos, por ameaças sérias.
No mesmo fandom que me amou tanto no começo, fui criticada por gostar de um personagem e não ligar tanto para outro, por achar que a temporada era ruim, por ler fanfic...
Quando comecei a pensar em parar de participar do fandom de Glee, veio a notícia da morte do Cory. Foi o momento mais difícil para todos nós, mas acabou trazendo uma coisa boa: nos uniu de novo.
Voltei a me sentir inclusa.
Esse fandom maravilhoso, que passou por tanta coisa comigo e me deu tantos amigos, que cria coisas como uma editora de livros LGBTQ e uma HQ independente, que arrecada milhares de dólares para caridades, que se ajuda e distribui amor, fez e faz parte de mim e de quem eu sou.
Em dias como hoje, em que sinto o coração apertar de saudade pelo New Directions, me lembro que fazer parte de algo especial nos torna especiais, e fica tudo bem. ♥
Geralmente, mantenho o blog num clima leve, mas essa semana (que está parecendo um prelúdio do inferno) pediu um post de raiva. Então, se você veio aqui esperando uma lista fofinha ou moço bonito, volta na segunda. Hoje, o que temos é raiva. Muita raiva.
Comecei a sentir essa raiva toda quando o MasterChef Junior estreou e eu fiquei sabendo que uns homens ridículos estavam fazendo comentários sexuais sobre uma menina de 12 (!!!) anos. Isso é pedofilia, não é só um comentário. Apenas parem.
Depois, a ThinkOlga criou a hashtag #primeiroassedio, onde as mulheres dividiam as suas histórias de assédio em solidariedade à menina do MasterChef. Eis que um moço decidiu comparar o assédio aos foras que já levou. Falando do ponto de vista de alguém que já foi assediada e já levou fora, não é nem de perto a mesma coisa. O assédio é extremamente traumático. Não invalida a luta das pessoas. Apenas pare.
Teve gente dizendo também que não era assédio porque não teve nada físico (????). Nem me esforço para responder isso. Só digo: apenas parem.
Para piorar (sim, porque tem como piorar), três projetos muito nada a ver estão em processo de votação na Câmara. Um deles dificulta o atendimento de vítimas de estupro em postos de saúde (agora elas teriam que prestar queixa antes de procurar atendimento médico), o outro pretende proibir a compra e o uso da pílula do dia seguinte (porque a vida é sagrada, né?) e o terceiro quer nada mais, nada menos do que obrigar o estuprador a registar o filho que nasce do estupro. Minha cabeça está assim: ??????? Não consigo entender nada disso. Apenas parem.
Esse mundo já é um lugar muito difícil em semanas normais. Apenas parem de fazê-lo ficar insuportável.
A Ariel falou comigo
recentemente sobre a ideia de compartilhar aqui no blog dela
playlists que ela faria pros amigos e também playlists que os amigos
fariam pra ela. Fiquei honrada em fazer parte disso e fiquei muito
feliz porque a playlist que ela fez pra mim ficou a coisa mais linda
desse mundo! Me apresentou músicas que eu amei demais!
E assim
que eu terminei de ouvir eu pensei "Caramba, a Ariel conhece
milhares de cantores e bandas. Como eu vou fazer pra ela ter a mesma
sensação que eu de ouvir músicas incríveis pela primeira
vez?!"
Então resolvi criar pra ela uma playlist seguindo o
critério Bandas que eu conheci em 2015. Ariel, espero muito que você
tenha boas surpresas e que goste da playlist!
1. Temporal -
Maragá
Essa música da banda Maragá é meio sambinha, é toda
linda! A letra é super poética! Amo demais!
2. O mito do
insubstituível - R.Sigma
Eu sei que R.Sigma é
uma banda relativamente bem conhecida, mas eu só conheci mesmo esse
ano. E apesar de eu gostar de todas as músicas deles, escolhi esse
porque é a que eu mais tenho ouvido.
3. A canção, o mar e
a garrafa - Lisbela
Essa banda é fofa
demais e essa música me faz viajar muito. Adoro essa metáfora do
mar, tem tudo a ver comigo!
4. Aceitar perdão -
Sound Bullet
Conheci a Sound Bullet bem por acaso e achei a banda
muito boa! Essa não foi a primeira música que eu ouvi deles, mas
acho que foi a minha preferida. O clipe é bem legal também!
5. Happy End - Nove Zero Nove
Happy End é uma das minhas músicas preferidas do mundo todo! Sempre que coloco pra escutar, acabo ouvindo pelo menos umas 3x e passo o resto do dia cantando o refrão. Amo muito! \o/
6. Dona Laura - La
Nouva
Essa foi a primeira música que ouvi da La Nuova e já
fiquei "Nossa, quanto amor!" E o clipe? O que é esse
clipe?? Muito amor! <3
7. Balanço - Simulacro
E por último, mas não menos importante, a banda que tem o guitarrista-base mais maravilhoso da história da música, que não por acaso é meu namorado. hahaha <3
Tem outras músicas deles que eu gosto mais do que essa, mas no quesito fofura essa é a que mora no meu coração. Sempre ouço no repeat!
Bom, essa foi a
minha playlist pra você, querida! Espero que tenha gostado! <3
Minha playlist para Thaís:
Procurei músicas que Thaís provavelmente não conhecia, mas que eu achava a cara dela, e meu tema principal foi músicas fofas.
1. Stealing Cars –
James Bay
O James é meu amor
novo, e é um amor muito forte. O primeiro cd dele já virou um dos
cds da minha vida, e eu conheci ele por causa dessa música, e ela é
muito fofa e deliciosa de ouvir, e o vídeo dela é um amor!
2. How Come You
Never Go There - Feist
Eu gosto de indicar
Feist para todo mundo que eu não sei se conhece ela. A mulher tem
uma voz linda, escreve músicas lindas, e é tão bonita! Eu a
conheci porque sou fã da primeira banda dela, a Broken Social Scene,
e as letras dela falaram muito comigo. Como eu conheço um pouco do
seu gosto musical, achei que combinava contigo.
3. Fred Astaire –
San Cisco
Conheci essa música
por acaso no Spotify, e fiquei apaixonada. É só ouvir para eu
sentir vontade de sair dançando pela casa. Como o resto das músicas
na lista é mais calminha, ela dá uma diferenciada bem bacana.
4. It's Just Love –
Nat & Alex Wolff
Eu sou fã desses
dois há bastante tempo, mas ultimamente eles têm lançado umas
coisas muito boas mesmo, músicas com as quais me identifico, e essa
é uma delas. A letra é lindinha, a música é gostosa de ouvir, e
lembra um pouquinho o trabalho antigo do Mumford & Sons.
5. Go Easy On Me –
John Mayer
Como a gente
compartilha o amor pelo John, é óbvio que não podia faltar ele,
né? As músicas não lançadas do John são incríveis demais para
não entrarem na lista, e eu sou fascinada pela letra dessa música,
dá vontade de abraçá-la e nunca mais soltar.
6. Little Darlin' –
Landon Pigg
Eu choro todos os
dias porque o Landon Pigg não lança mais nada. Conheci a música
dele em 2008 e peguei um período em que ele lançava muita coisa,
então fiquei mal acostumada. Poucas pessoas conseguem ter tanto
espaço no meu coração quanto ele, e ele é outro que combina com o
que você escuta. Ele gravou essa música que eu escolhi na época em
que estava filmando “As Vantagens de Ser Invisível”, junto com o
Logan Lerman e com a Mae Whitman (os dois namoraram por um tempo e
foram o casal mais fofo ever).
7. On The Brightside
– Never Shout Never
Meus níveis de
fofura não aguentam com essa música. Eu gosto que o NeverShoutNever
combina letras muito profundas com uma música toda fofa. Esse clipe
é uma graça, a letra da música é muito verdade e sempre me deixa
refletindo sobre a vida.
Sabe quando você se depara com um artista tão maravilhoso que você se pergunta por onde andou a arte dele durante toda a sua vida? Com o Jeff, foi assim.
Dá vontade de apertar!
Jeff Buckley nasceu em Anaheim, na Califórnia, em 1966. Quando terminou o Ensino Médio, foi estudar Música no Musician's Institute, em Hollywood. Depois de alguns anos tocando em bares e pubs, jazz e blues, Jeff se juntou a Gary Lucas para escrever algumas músicas, e acabou tocando na banda de Lucas (Gods and Monsters) por um tempo. Quando a banda estourou, Jeff saiu.
Buckley começou a chamar a atenção de alguns produtores, o que acabou resultando num contrato com a Columbia Records. Em 1994, ele lançou seu primeiro álbum, "Grace", que seria também seu único álbum lançado em vida.
A maior parte dos amigos que gostam dele o conhecem por conta da versão maravilhosa que ele fez de "Hallelujah". Curiosamente, eu conheci primeiro as poesias de Buckley. Na verdade, eu nem sabia que ele era músico; para mim, ele era um poeta que tinha morrido novo.
O vídeo abaixo, de Jeff declamando um de seus poemas, foi o responsável por me fazer pesquisar mais sobre ele. Esse poema, "New Year's Eve Prayer", é uma das coisas mais lindas - e, ao mesmo tempo, simples - que eu já ouvi na vida.
Quando descobri a música de Jeff, "Forget Her" me ganhou completamente, mas a favorita é "Mojo Pin", com certeza. Buckley sempre me lembra Elliott Smith, porque os dois morreram cedo e eram asburdamente talentosos. Eu gostaria de ter tido a oportunidade de ouvir mais das músicas dos dois.
Ele pode não fazer mais músicas por aqui, mas meu coração continua apaixonado por Jeff.
Hoje foi a vez do Vinícius Spanghero trocar playlist comigo. Já digo que fiquei maravilhada com a playlist dele e algumas já viraram favoritas. E, como ele perguntou, vai a resposta: eu danço em qualquer lugar, mas principalmente na cozinha.
Playlist de Vinícius para mim:
1. Freakshow - The
Gothic Archies
Com esse projeto paralelo, o Stephin Merritt compôs
uma música para cada livro de Desventuras em Série. Essa, no caso,
é do 9º volume e acho que é um bom incentivo pra que você retome
a leitura (2016 tá batendo aí com a série do Netflix, afinal de
contas). Ouça em um cemitério, se possível.
2. Love Shack -
The B-52s
Uma música que eu estou ouvindo bastante atualmente,
além de ser uma perfeição pop é absurdamente divertida de se
dançar em festas e reuniões de família.
3. Who - David
Byrne & St. Vincent
Duas pessoas fodas decidem lançar um
álbum juntas e o resultado não é parecido com a música de nenhuma
das duas, mas uma coisa nova e sensacional. Sempre me imagino
dançando no calçadão com essa música. Onde você dança?
4.
Colossal Youth - Young Marble Giants
Young Marble Giants é a
minha mais recente paixão musical. Todas as músicas são delicadas,
quase que silenciosas, mas tão intensas quanto o punk dos Sex
Pistols. Perfeito pra ouvir no escuro.
5. Common People -
Pulp
Essa música me remete um pouco aquele sentimento clariciano
de sentir saudades de algo que não vivi, porque me enche de uma
nostalgia dos anos 90 mas com a idade que eu teria hoje.
Wibbly-wobbly.
6. Trying - Bully
Essa banda eu conheci
hoje, então achei relevante colocar aqui. O som é legal e a menina
que canta tem um cabelo bacana. Ótima para se conhecer hoje ou ontem
ou algum outro dia.
7. Do You Realize?? - The Flaming Lips
Por
fim, a música que eu acho que é o mais próximo que o ser humano
chegou de representar a sensação de se ascender, pós-vida, a um
outro plano existencial. Talvez toque no meu velório (essa ou uma
faixa da trilha sonora de Evangelion). Por favor, vá no meu velório,
vai ter bolinha de queijo.
Minha playlist pra Vinícius:
Eu queria músicas legais que ele gostasse, baseado no que eu conheço do (ótimo) gosto musical dele, e músicas importantes para mim.
1. Feist - I Feel It
All
Essa música é uma
das coisas mais adoravelmente melancólicas que eu já ouvi. A Feist
tem uma voz muito gostosa de ouvir, e é muito fácil se identificar
com as letras dela. “I Feel It All” é uma das minhas favoritas,
e não sai da minha cabeça há dias.
2. Monty Python –
Medical Love Song
Eu sou louca pelas
músicas dos Python (ou qualquer coisa que eles façam, na verdade),
e não podia deixá-los de fora dessa lista. Apesar de amar muitas
outras faixas do “Monty Python Sings”, eu acho essa GENIAL. Eles
usaram o conhecimento de Medicina do Graham Chapman e fizeram uma
pseudo música de amor que lista várias DSTs. É sensacional. E uma
curiosidade: Eric Idle, que a escreveu junto com Graham, só
encontrou a gravação depois da morte dele, e ele conta que chorou
muito quando chegou na parte que canta: “I left my body to
science/but I'm afraid they've turned it down”.
3. Broken Social
Scene – Lover's Spit
Uma das minhas
favoritas na vida. Ela dá uma sensação de paz enorme, e eu perdi
as contas de quantas vezes fui dormindo ouvindo o cd só para chegar
nessa e eu dormir tranquila. A letra é lindíssima, e ela é uma das
melhores coisas que eu já ouvi.
4. Cícero –
Terminal Alvorada
O cd novo do Cícero
acabou ganhando um espaço muito enorme no meu coração, e entrou
para a lista daqueles indispensáveis. Eu fui ao show dele em junho,
e essa é a última música. Eu adoro ela porque ela trata dessa
coisa de encontrar as pessoas na rua, de falar rápido, de se
afastar, de despedidas... Quando eu fui montar a playlist, pensei em
te indicar ela principalmente porque quando a greve deixa, você fica
entre dois lugares, né? E ela é linda demais!
5. Yann Tiersen –
La Valse D'Amélie
Eu costumo dizer que
“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” me persegue. É absurdo.
Eu posso passar um ano sem ver o filme (o que acho que nunca
aconteceu) que ele me acha. Já encontrei grafites dela, já entrei
numa biblioteca e um moço começou a tocar o tema dela, já sonhei
com... Isso sem falar nas postagens que aparecem em momentos muito
propícios no meu facebook. Enfim, eu coloquei ela aqui porque eu já
aceitei que é a música da minha vida, e eu não tenho como escapar
de Amélie Poulain.
6. Ben Folds –
Sentimental Guy
De primeira, eu
pensei em colocar alguma do 8in8, o projeto da Amanda Palmer com o
Ben Folds, simplesmente porque eu PRECISAVA ter Ben Folds aqui. Mas o
8in8 não faz jus à genialidade dele. Eu sou apaixonada de uma forma
absurda por esse homem e, se um dia eu casar, é ele que vai estar
lá, tocando para mim (queira ele ou não). Apesar de “Sentimental
Guy” não ser a minha favorita dele, a letra é maravilhosa, eu
queria ter escrito, e ele toca um piano absurdo.
7. Placebo e David
Bowie – Without You I'm Nothing
Então, eu sei que
você ama David Bowie, mas não tinha certeza se conhecia essa
música. Na verdade, eu sou fã de Placebo há mais tempo do que do
Bowie, mas quando conheci essa eu já era louca por ele e eu soube
que ela viraria uma das músicas mais incríveis do mundo para mim.
Ela mexe muito comigo, e eu acho maravilhosas as vozes do Brian e do
David juntas, e é um musicão.
Numa das minhas conversas de bar, me sugeriram fazer uma coluna chamada "crush do dia", já que cada dia eu apareço com uma crush diferente. Achei a ideia ótima, e apresento a vocês a nova coluna do blog.
Todas as segundas, para melhorar a semana de vocês, vou fazer um post com alguém que esteja no meu coração nessa semana.
Para começar, escolhi um querido muito lindo, o James Bay.
Quando ouvi as músicas dele pela primeira vez, tinha certeza de que ele iria estourar. Dito e feito: ele está fazendo um sucesso enorme, principalmente lá fora.
Britânico de Hertfordshire, na Inglaterra, James parece uma mistura de John Mayer e James Morrison. Com letras românticas e sempre acompanhado de um violão ou guitarra, ele consegue traduzir muito bem musicalmente o que eu sinto. O álbum de estreia dele, "Chaos And The Calm", já se tornou um dos álbuns da minha vida.
James tem 25 anos, cabelos compridos sempre com um chapéu, ama The Smiths e usa um anel no indicador. Além de ser lindo e ter um sotaque delicioso de ouvir, ele é extremamente talentoso e tem uma voz que, como minha amiga disse muito bem, "não cabe dentro dele".
Deixo vocês com "Stealing Cars", a primeira música dele que eu ouvi, e a responsável por essa crush enorme.
Há pouco tempo, descobri que a minha querida St. Vincent tem um programa na rádio da Apple, no qual ela faz playlists para as pessoas, de acordo com a situação de cada uma.
Eu ouvi todas as playlists, pensei sobre o assunto e foi então que tive a ideia de fazer algo com playlists por aqui. Chamei uns amigos e pedi para eles fazerem uma playlist para mim. 7 músicas que eles quisessem, e depois teriam que me dizer o porquê de escolher aquelas músicas. Em troca, eu faria o mesmo por eles.
Além de conhecer músicas novas, acabo conhecendo um pouco melhor meus amigos e o que eles ouvem.
Então, em algumas quartas, vocês vão poder conferir essa coluna aqui no blog. Como se trata de uma coluna de música e é com os amigos, eu chamei de "with a little help from my friends" e, para começar, a playlist do meu amigo Lucas.
Playlist de Lucas para mim:
Eu adorei a playlist. As que eu conhecia, ouvi de novo bem feliz, e adorei as que eu ainda não tinha ouvido. Ah, e quando ele fala da promoção da Cidade, é que nós fomos assistir à gravação do Invasão da Cidade com a Pitty, em comemoração ao nosso aniversário de amizade.
Eis as músicas que ele escolheu para mim:
1. Under The Bridge - Red Hot Chili Peppers
O Raj a cantou em um dos episódios de The Big Bang Theory e eu ri demais. E você ama o Raj e eu adoro essa música.
2. You're A Lie - Slash ft Myles Kennedy
É uma das mais
legais dos trabalhos mais recentes do slash e eu queria
compartilhá-la com você.
3. Someday I'll Be Saturday Night - Bon Jovi
Eu amo essa música e ela é maravilhosa.
4. Mais - Capital Inicial
Não achei um porquê (risos). Eu só gosto muito dela.
5. The Last Song - Foo Fighters
Please, é Foo Fighters.
6. Highway To Hell - AC/DC
Um clássico para dar um charme.
7. Pitty – Memórias
Essa música me faz lembrar o dia da promoção da Rádio Cidade. Saudades.
Minha playlist pra Lucas
Meu objetivo quando eu fiz a playlist para ele era apresentar umas músicas novas para ele, e mostrar de novo algumas favoritas. Como Lucas é muito fã de rock, a playlist dele segue essa linha, com umas exceções fofinhas.
1. Tema de Baby
Looney Tunes
Quando eu e Lucas nos conhecemos, cantamos essa música, e ela virou praticamente um hino da nossa amizade.
2. Florence + The
Machine – You've Got The Love
Essa música sempre me lembra meus amigos, e Lucas principalmente, por ele ser uma das poucas pessoas que aguenta durante minhas crises emocionais.
3. Catfish & The
Bottlemen - Cocoon
Ele já conhecia essa de tanto jogar FIFA, e eu sou louca pelo Catfish & The Bottlemen. Quando fui apresentar essa a ele (bem antes de fazer a playlist), ele disse que já conhecia, e ficamos amando Van McAnn juntos.
4. Dead Weather - No
Horse
Mais pessoas precisam conhecer Dead Weather. Essa música é muito FUCKING boa.
5. ortoPilot –
Young Folks
Esse é um cover que eu gosto muito de uma música que eu gosto muito, com uma letra que combina com a gente.
6. 2x0 Vargem Alta –
Nada Mais
Um dos meus novos vícios e eu queria compartilhar com você por ser do filho da Cássia Eller e ser um musicão da MPB.
7. Chris Cornell - I
Nearly Forgot My Broken Heart
Tão lindinha, e é
nova do Chris Cornell. Muito boa!
No último mês, pensei muito na minha geração. Algumas coisas que ouvi e li de amigos me fizeram refletir a respeito de nós. Começou com um artigo a respeito do Tinder e terminou com um texto maravilhoso da Débora Nisenbaum.
Enquanto remexia nos meus pensamentos, percebi que as características da minha geração me lembravam muito uma outra geração. De cara, achei que pudesse ser a geração woodstockiana, por essa vontade de morrer cedo fazendo algo marcante, por querer ser o oposto dos pais...
Mas peguei, por acaso, meu "Howl", do Allen Ginsberg, para ler, e cada palavra foi um soco no estômago. Estava lendo sobre os anseios das pessoas da minha faixa etária!
Seríamos nós os novos beats?
A geração beat existiu na década de 1950, embora os "criadores" do movimento, Allen Ginsberg e Jack Kerouac, não adotassem o termo. Eles eram, assim como os woodstockers, uma geração que buscava ser justamente o oposto de tudo o que seus pais eram. Percebo, na minha geração, a mesma tendência: não queremos repetir os erros de nossos pais, a homofobia, os preconceitos.
As semelhanças, entretanto, não param por aí. Os beats apreciavam estilos musicais considerados underground, como o jazz. Hoje, o indie ocupa esse lugar. Quanto menos conhecida uma banda, mais cool você é por gostar.
Havia uma grande preocupação em eliminar os tabus ao falar de sexo (gay ou hétero) e drogas, e um descontentamento maior ainda com o capitalismo. Além disso, os maiores representantes do movimento beat possuíam educação formal, mas prezavam pela cultura e arte feita por qualquer um.
No que diz respeito à escrita, os poetas da época queriam fugir dos métodos tradicionais e criavam novas formas de escrever. Apesar de não haver nada escrito dizendo que eles desejavam morrer cedo, os textos que escreviam deixavam claro que a morte não era preocupação.
O que percebo é que somos muito semelhantes. Queremos escapar dessas amarras da geração anterior, provar que somos muito mais do que parecemos ser, fugir dos rótulos e amar livremente. O Tinder está aí, o maior exemplo dessa libertação e dessa opção de amar (e transar) com quem quisermos. Ao mesmo tempo, não ligamos para o que pensam de nós, como nossos amigos beatniks, e falamos o que pensamos e como pensamos, sem medo da censura.
Estamos insatisfeitos com a nossa realidade, achamos que viver da arte é mais importante do que passar toda a vida fazendo algo que não gostamos, defendemos a liberdade de expressão. Boa parte de nós usa drogas, e luta pela legalização delas, bebe e fuma.
Não estou dizendo, de forma alguma, que essas mesmas inquietações não existiram em outras gerações. É que, ao meu ver, a nossa e a beat são as que as apresentam de forma mais acentuada.
Onde quer que estejam, Allen e Kerouac devem estar satisfeitos em saber que seu legado não ficou apenas no que escreveram: estamos fazendo o que eles fizeram há alguns anos atrás. A diferença é que temos a internet dessa vez, o que nos torna uma voz mais forte.
Me indicaram um post da Sofia Soter, da revista (maravilhosa) Capitolina, de uma série de respostas a perguntas relacionadas à escrita, e eu precisava respondê-las também.
O que eu ando escrevendo?
Eu escrevo parada mesmo (ba dum tss). Brincadeiras à parte, eu comprei aquele livro "642 Things To Write About", e ele é sensacional. Eu passei por um bloqueio enorme, causado pela faculdade, e agora estou voltando a escrever regularmente, então sempre corro para ele para buscar inspiração. Fora isso, estou preparando uma coluna nova aqui pro blog e tentando pela milésima vez escrever um livro cuja ideia não sai da minha cabeça.
Como minha escrita se diferencia de outras no gênero?
Eu não sei. Essa pergunta é bem complicada. Acho que, por mais semelhante que as escritas sejam, ninguém nunca vai escrever igual, né? Cada um é seu cada um, todos nós temos algo de diferente das outras pessoas, e isso acaba refletindo no nosso trabalho criativo.
Por que eu escrevo?
Seria mais fácil me perguntar por que eu respiro. NOSSA, ISSO FOI MUITO CLICHÊ, mas é verdade. Eu não consigo imaginar minha vida se eu não escrevesse. A escrita é minha válvula de escape, é por onde escoa toda a minha criatividade e, depois de abraços, é o que eu faço de melhor. Como eu escrevo?
Eu uso tudo, desde o LibreOffice até o guardanapo amassado na mesa de bar. Para mim, qualquer lugar serve. Eu mantenho diários desde que aprendi a ler, e tenho o hábito forte de escrever sobre meus dias e minhas dúvidas. Gosto de sempre carregar um caderno comigo, para o caso da inspiração bater, mas algumas coisas só consigo elaborar sentada na frente de um computador com o editor de texto aberto. Depende do que eu vou escrever, na verdade. Geralmente, eu gosto de música tocando enquanto escrevo.
Como eu supero bloqueios criativos?
Buscando inspiração. Falei do livro lindo lá em cima, e tenho usado muito ele em crises criativas. Fora isso, eu aprendi a abraçar esses bloqueios, e aproveitá-los para observar o mundo ao meu redor e guardar qualquer coisinha que possa me servir no futuro. Também descobri que ajuda se eu for procurar outras coisas para fazer, como ouvir música ou ver tv.
Essa foi a minha primeira reação quando meu amigo sugeriu esse tema. Mas depois eu pensei melhor, e não vi por que não falar disso. Afinal de contas, eu ainda tenho bloco de anotações, todos os dvds e cds, pôsteres e camisas de show...
A verdade é que a maior parte das meninas tem uma boy band sua. Seja Backstreet Boys ou One Direction, mocinhas pré-adolescentes gostam para caramba desses moços que tocam e cantam falando de amor em músicas fofinhas. Eles têm um poder de nos encantar, de dizer exatamente o que nós queríamos ouvir.
Jonas Brothers é a minha boy band da vida.
Vamos voltar a 2007. No finzinho desse ano, eu descobri os Jonas Brothers, por causa de uma música que eles cantavam com a Miley Cyrus e de uma amiga que disse que eu ia gostar deles. Ouvi o segundo cd deles, o que era mais conhecido e fora lançado há menos tempo, e aí acabou.
O cd autointitulado deles foi a minha primeira compra com meu próprio dinheiro, e eu ouvia tanto esse cd que o encarte dele tem as manchas dos meus dedos. Cada música entrava em mim, parecia dizer que eu não estava sozinha, olha só, e que existiam meninos bonitos e fofinhos no mundo.
"Hold On" foi minha terapia inúmeras vezes. Todas as vezes que eu tinha algum problema, ligava meu som e colocava o cd e ouvia essa música no repeat até a dor passar.
E foi então que eles lançaram o "A Little Bit Longer". Esse foi o cd que mais me marcou. Não só é o que tem as melhores músicas, como também veio num momento em que eu precisava daquilo ali, daquelas palavras, daquele conforto.
Me apaixonei pelo Joe Jonas. Passava horas imaginando que ele viria fazer um show no Brasil, me veria e se apaixonaria por mim. Todas as minhas amigas amavam o Nick, mas eu só queria saber do Joe. Escrevi uma carta para ele, escrevi uma música para ele, um poema, uma história.
Quando descobri que existia uma coisa chamada "fanfic", me maravilhei. Passei mais tempo do que eu gostaria lendo diversas situações nas quais Joe e eu ficávamos juntos. Entrei numa comunidade e fiz amigas por lá. Fiz campanha para tocar Jonas nas rádios, para passar clipe na tv, para eles virem fazer show.
Porém, mais importante do que isso era o fato de que eu me sentia, pela primeira vez, parte de um grupo.
Muita coisa aconteceu depois disso: teve filme e série (tão ruinzinha) de tv que, aliás, foi a primeira vez que eu vi algo em inglês sem legendas!
O primeiro show dos Jonas aconteceu no dia 23 de maio de 2009, e eu achei, por muito tempo e por várias razões, que nunca seria tão feliz quanto fui nesse dia. A minha felicidade era tão grande, eu mal me continha. Meu primeiro show internacional, meu primeiro show grande. Eu nunca tive uma vida muito fácil e eu sei como foi difícil comprar meu ingresso, e isso fez com que a experiência foi ainda melhor. Comecei a chorar quando o Joe cantou "Gotta Find You" e só parei no fim do show.
ELES ERAM REAIS! E eram lindos e fofos e atenciosos...
Depois veio o "Lines, Vines & Trying Times" e a melhor música deles, "Much Better". Eu queria que a banda acabasse antes que eu começasse a desgostar das músicas deles, e foi isso que aconteceu. Depois de outra temporada da série, um cd solo do Nick e outra turnê (também estava nesse show), eles ficaram um tempo parados, o Kevin casou, e eu achei que a banda ia acabar. Persistiram, e eu acredito que tenham rompido no momento certo.
Anunciaram a separação e lançaram um último EP em 2013, chamado LiVe. Não foi um momento triste, e eu me lembro de pensar que, não importava o que eles fizessem, eu ia apoiar. E tô aqui, até hoje, cantarolando "Jealous". Não tão intensamente quanto antes, mas (felizmente) as pessoas amadurecem.
Hoje, oito anos depois da primeira vez que ouvi Jonas Brothers, fica uma sensação enorme de gratidão, de carinho, de que eu não teria conseguido se não tivesse aquelas músicas (bobas, talvez, mas significativas) para me ajudar. Foi muito gostoso crescer com eles, amadurecer com eles e eu não me envergonho disso. Esse amor fanático faz parte de quem eu sou, e me moldou no que eu sou hoje.
Ando num clima de escrever sobre música, e curiosamente achei um vídeo lindo, no qual Amanda Palmer e Neil Gaiman vasculhavam uma loja de cds em busca de artigos que gostassem.
Esse vídeo me inspirou para escrever aqui sobre alguns dos álbuns que eu considero indispensáveis na vida, e que todos deveriam ouvir antes de morrer. A lista está em ordem aleatória, eu fui colocando à medida que eu lembrava.
Ah, e eu não coloquei nenhum álbum dos Beatles porque achei muito difícil escolher um só.
1. Pet Sounds, Beach Boys
Meu amor por esse álbum começa na capa. Sou apaixonada por cabritos, e a combinação dos Beach Boys e cabrinhas fez com que eu amasse esse álbum de primeira.
Lançado em 1966, o álbum traz alguns dos maiores sucessos da banda, inclusive "Wouldn't It Be Nice" e a melhor música romântica dessa vida, "God Only Knows".
O que eu mais gosto nos Beach Boys é a questão vocal. Os backing vocals são sensacionais e todas as músicas me trazem uma sensação de paz absurda.
O álbum é um clássico e é menos "surf music" do que outros trabalhos da banda. É lindo, então façam um favor aos seus ouvidos e escutem esse álbum.
Músicas de destaque: "Caroline, No" e "God Only Knows"
2. Band On The Run, Wings
Não sei se conheci Beatles ou Wings primeiro, mas as duas bandas são muito especiais para mim, e eu me lembro de ouvir "Band On The Run" (a música) bem novinha.
Esse álbum foi lançado em 1973, e é o terceiro da banda, mas um dos mais famosos. Quase todo mundo conhece "Jet" e a faixa título do álbum, porém as outras músicas também são extremamente maravilhosas.
Como quase tudo que Paul McCartney faz, é uma das melhores coisas que eu já ouvi na vida, e você fica com vontade de ouvir de novo quando o álbum acaba.
Existe um documentário sobre a gravação desse álbum, chamado "Paul McCartney & Wings: Band On The Run", muito interessante, que vale a pena conferir (passa sempre no canal BIS).
Músicas de destaque: "Let Me Roll It", "Bluebird"
3. Nothing Has Changed, David Bowie
Todo mundo conhece a carinha do Bowie pintada com aquele raio, da capa do Alladin Sane, mas pouca gente ouviu esse álbum. Eu até pensei em recomendá-lo aqui, mas lembrei do The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars e as músicas maravilhosas que ele tem...
Acabei preferindo indicar a compilação mais recente do Bowie, que tem duas novas faixas e que cumpre o prometido: compila todo o trabalho dele sem deixar de fora as mais importantes e sem esquecer das menos conhecidas.
É uma ótima opção para conhecer melhor a música do David Bowie, ou para dar um passeio rápido pela trajetória musical dele. Curiosamente, é o álbum mais recente da lista, lançado em 2014.
Músicas de destaque: "Where Are We Now?", "Oh! You Pretty Things"
4. In The Aeroplane Over The Sea, Neutral Milk Hotel
COMO EU FAÇO PARA VOCÊS ENTENDEREM COMO O NEUTRAL MILK HOTEL É IMPORTANTE???
Eu amo a banda, acho sensacional, e super subestimada. As letras são incríveis e as músicas são ótimas e eles tinham que lançar álbuns novos porque esse álbum é MARAVILHOSO.
Foi lançado em 1998, e é muito difícil de achar para comprar aqui no Brasil.
A banda é formada por Jeff Mangum nos vocais, Jeremy Barnes na bateria e no piano, Scott Spillane nos instrumentos de sopro e guitarra e Julian Koster no baixo, banjo e teclado, toca um folk rock gostoso de ouvir, e serviu de inspiração para uma gama de bandas indie atuais.
Músicas de destaque: "King Of Carrot Flowers Pt. 1", "Oh Comely"
5. Whatever And Ever Amen, Ben Folds Five
Um dia, vou abraçar Ben Folds e ele vai ter muita dificuldade em me fazer soltar. Meu sonho é ir a um show desse cara ou vê-lo tocando no meu casamento.
Para quem não conhece, Ben Folds Five foi um trio que o Ben formou em 1994, com Robert Sledge no baixo e Darren Jesse tocando bateria, e o próprio Ben cantando e tocando piano.
"Whatever..." foi lançado em 1997, e foi responsável pelo sucesso da banda, que veio com a música mais triste da face da Terra "Brick". Ben é um pianista de primeira e é fácil se relacionar com as letras das músicas. O trio passa de músicas extremamente tristes para absurdamente felizes durante o álbum, o que dá um equilíbrio muito bom.
Músicas de destaque: "Song For The Dumped", "Cigarette"
6. Tapestry, Carole King
Carole King é uma das mulheres mais importantes da música sim, e ninguém me convence do contrário. Quando descobri esse álbum, ele foi uma libertação. O poder feminino dele é absurdo.
Ele foi lançado em 1971, e tem os maiores sucessos da artista. Carole escreveu a maior parte das músicas durante um divórcio doloroso, e isso as deixa mais pessoais e emocionantes.
Músicas de destaque: "It's Too Late", "I Feel The Earth Move" 7. Clube da Esquina
Um dos álbums mais importantes da música brasileira, apenas isso. Eu poderia falar muito sobre esse álbum, sobre esse grupo de artistas incríveis, mas prefiro que vocês procurem por conta própria e se descubram como amantes da música brasileira.
Conheci esse álbum por culpa do meu pai, e ele acabou se tornando uma peça-chave na minha educação musical.
Existe o Clube da Esquina 2, que também é incrível, ouçam também. Músicas de destaque: "Trem Azul", "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo"
8. Rumours, Fleetwood Mac
Esse é meu álbum favorito de todos.
O Fleetwood Mac é conhecido pelos casamentos e divórcios dentro da banda, e esse álbum foi escrito num período em que ninguém da banda se falava se não fosse por motivos profissionais. Felizmente, esses estresses fizeram com que o álbum ficasse incrível e muito muito pessoal.
Sempre digo que Fleetwood Mac traduz melhor meus sentimentos do que eu mesma, e esse álbum é a melhor prova disso. Não dá para ouvir "Songbird" sem chorar!
O álbum é de 1977 e seu sucessor, "Tusk", também merece ser ouvido.
Músicas de destaque: "The Chain", "Dreams"
9. Dookie, Green Day
Boa parte da minha pré-adolescência foi gasta desejando um namorado que parecesse Billie Joe Armstrong. Quando eu tive minha fase emo, eu chorava todos os dias ouvindo "Jesus Of Suburbia".
Aí eu descobri o "Dookie". A história de gravação dele é ótima. Os membros da banda às vezes apareciam tão chapados que nem conseguiam gravar nada. Quando saiu, em 1994, o grunge estava em seu auge, e a banda trouxe algo diferente.
Músicas de destaque: "Coming Clean", "She" 10. The Jazz Age, The Bryan Ferry Orchestra
Amo Bryan Ferry, amo Roxy Music, mas amo ainda mais esse projeto.
Bryan decidiu montar uma orquestra para regravar seus sucessos (tanto da carreira solo quanto do Roxy Music, mas com arranjos inspirados nos anos 1920. A versão de "Love Is The Drug" foi até parar na trilha sonora de "O Grande Gatsby", e eles tocaram "Crazy In Love" com a Emeli Sandé.
Músicas de destaque: "Virginia Plain", "Slave To Love"
11. Who Killed Amanda Palmer, Amanda Palmer
O que seria dessa lista se não tivesse essa mulher?
Ela tem uma capacidade enorme de arrancar meu coração e depois colocar no lugar, com as palavras dela. Eu não seria quem eu sou hoje se nunca tivesse conhecido a música da Amanda.
Esse álbum é uma coleção de maravilhosidades. Tem participação da St Vincent (na época em que ela ainda se chamava de Annie Clark) e do meu amorzinho Ben Folds.
Músicas de destaque: "What's The Use Of Wondrin", "Runs In The Family" 12. Temple Of The Dog, Temple Of The Dog
Essa banda é meu side project preferido. Chris Cornell decidiu montar um grupo, em 1990, em homenagem a seu amigo Andrew Wood, que falecera no mesmo ano. Andrew era vocalista de duas bandas da cena grunge de Seattle: Malfunkshun e Mother Love Bone.
Chris chamou Stone Gossard e Jeff Ament, do Mother Love Bone, para tocar guitarra e baixo, e Eddie Vedder, Mike McCready e Matt Cameron para cantar, tocar guitarra e bateria.
Esse super grupo maravilhoso lançou um álbum em 1991 que levava o nome da banda, e que eu considero muito importante por ser uma síntese de tudo o que acontecia na cena grunge.
Se nada disso te convenceu, pensa nas vozes de Chris Cornell e Eddie Vedder JUNTAS. De nada.
Músicas de destaque: "Hunger Strike", "Your Savior"
13. Acústico, Cássia Eller
Eu ouvi esse álbum pela primeira vez quando era uma criança minúscula, e foi o primeiro álbum que eu lembro que mexeu comigo.
Cássia é uma das mulheres da música que eu mais admiro, e ela tem uma importância muito grande na minha vida, então eu não poderia deixá-la de fora.
O Acústico é um ótimo álbum porque ela faz um monte de covers, canta músicas próprias, tudo com arranjos lindos. O que ela faz com "Por Enquanto" é fora do normal.
Músicas de destaque: "Por Enquanto", "Segundo Sol"
14. Sounds Of Silence, Simon & Garfunkel
Meu amor por Simon & Garfunkel começou com esse álbum. Apesar de ser fã louca do "Bookends", acho que o "Sounds Of Silence" revela mais a essência da banda e tem músicas melhores.
Essa dupla é maravilhosa demais para eu tentar explicar, e eles são outros que me entendem muito bem.
Músicas de destaque: "I Am A Rock", "Leaves That Are Green"
Todo mundo que me conhece, ao menos um pouquinho, já me ouviu falar do John Green. No meu discurso da formatura do Ensino Médio, eu citei um vídeo dele, dos vlogbrothers, e as pessoas vinham me perguntar quem era ele. Meus amigos mais próximos tiveram que me aguentar durante surtos absurdos quando eu ganhava um livro novo ou ele lançava um vídeo muito bom.
A minha história com o John é meio confusa, e eu nem lembro muito bem, mas sei que só fui correr atrás de ler algo dele porque eu era fã do David Levithan e eu o vi comentando algo sobre John. A partir daí, foi só amor.
O primeiro vídeo do John (e dos vlogbrothers) que eu vi foi um dele lendo "A Culpa É das Estrelas", e eu chorei de rir, e pensei: "olha, esse cara é muito legal!". Coloquei ele na minha lista de autores vivos favoritos, que tem só outros dois autores: Neil Gaiman e David Levithan.
Graças ao John, conheci a Nerdfighteria, e fiz inúmeros amigos, conheci pessoas maravilhosas, vivi experiências incríveis. Cresci como pessoa, e tive apoio em momentos difíceis. Pela primeira vez na minha vida, eu conseguia me sentir parte de algo. Éramos um "nós", e não um "eles".
Eis que, com o lançamento de "Cidades de Papel", o filme, avisam que ele vai passar pelo Brasil. Imaginem uma Ariel surtando. Era eu mesma.
Por um bom tempo, eu debati comigo mesma se valia a pena ou não ir fazer a fãzona e ficar na grade do cinema esperando autógrafo. Eu não gosto muito disso, o John não gosta muito disso... Mas sabe aquela coisa de querer ter certeza de que é real? Pois é.
E ele é real.
No meio de uma muvuca louca, de pré-adolescentes e adolescentes loucos por ele, John suava, se desculpava compulsivamente (como se fosse culpa dele não ter tempo de atender a todos) e lutava contra a ansiedade.
Me assustei. Não pelo fato dele ser extremamente amado no Brasil e nem pela parte dos autógrafos ser rápida. Me assustei porque vi aquelas pessoas ali, em volta de nós, fazendo exatamente o que "Cidades de Papel" mostra como algo ruim (porque é): idealizando John.
Fiquei absurdamente feliz por ter visto ele, por ele ter autografado meu livro e por poder dizer que estava lá, mas fica aqui a esperança de que as pessoas enxerguem que o autor, o ídolo, é uma pessoa como outra qualquer.
"[...]but it's vital to remember that our gods don't choose us; we choose them."
(Chris Colfer, John Green, Mob Wives, and Jeffrey Eugenides: Thoughts from Places Book Expo)
Em tempos de intolerância religiosa, homofobia e mais um monte de coisa negativa, poucas coisas me impedem de ir à loucura.
Uma dessas coisas é a amizade e o amor que eu sinto por esses amigos. Mesmo com seus defeitos, eles conseguem fazer com que eu tenha um pouquinho mais de fé na humanidade. Quando estou com os amigos (ou simplesmente falo com eles), eu penso que coisas boas podem acontecer, que nem tudo precisa ser feio e doente.
A questão é que eu sou intensa até demais. Isso é, ao mesmo tempo, um defeito e uma qualidade. Só que meus amigos lindos têm que aprender a lidar com toda essa intensidade e a minha necessidade física de abraçar o maior número possível de pessoas no menor espaço de tempo possível.
Sou extremamente carinhosa, abracenta, grudenta. E eu sei que nem todo mundo é assim, mas é um ponto tão forte da minha personalidade que quase nem dá para ser meu amigo se você não aceitar que VAI SIM ganhar abraço, dois até.
Hoje eu estava conversando com a Julia sobre amizades, e falei: "ah, tem aqueles amigos que eu fico anos sem ver, mas não deixam de ser meus amigos por isso". Assim que liguei o computador, encontrei um artigo no site do Geledés sobre frequência afetiva.
O autor, Eduardo Benesi, usa seus próprios amigos para dizer, basicamente, que devemos nos amar como somos - emocionalmente.
Em um trecho, ele diz:
"A ideia de 'frequência afetiva' a meu ver envolve muito de
aceitar o que o outro tem pra te oferecer, mas principalmente o que ele
não tem."
E eu parei para pensar nas minhas próprias amizades, e quis desesperadamente (olha aí a minha intensidade) escrever esse post em homenagem a essas pessoas tão maravilhosas e incríveis que enchem a minha vida de amor e esperança.
Para começarmos a respeitar as frequências afetivas dos amigos, precisamos pensar que cada amigo é sua própria pessoa. Às vezes, no meio dos nossos sentimentos, esquecemos que a outra pessoa também os tem, então sofre e fica feliz e ama e odeia e se magoa e...
Como não somos todos iguais (AINDA BEM, porque eu não aguentaria outra Ariel), cada um vai sentir e ser de uma forma diferente. Nós devemos levar isso em conta quando estamos com nossos amigos.
Temos que respeitar o espaço do amigo, o tempo e a disponibilidade. A pior coisa de qualquer relacionamento é o excesso de cobrança.
Por isso, eu gosto de pensar em cada amigo como uma caixinha. Cada caixinha contém um bocado de tralha, e um monte de maravilhosidades também. E cada caixinha vai ser aberta quando precisar ser aberta. Não faz sentido abrir a caixinha que não gosta de sair numa sexta à noite de tédio, do mesmo jeito que não serve abrir a caixinha que não gosta de conversar sobre sentimentalidades para um papo difícil.
Não dá para esquecer da humanidade e da individualidade do amigo. Vamos nos amar como somos, respeitar os defeitos e elogiar as qualidades, porque essa vida é muito rápida e bem difícil, e a gente precisa de sentimentos positivos por perto.
"She's all around me, you know. And everybody I know knows her and remembers her. And so I talk a lot about her."
Algumas coisas na minha vida são fato como, por exemplo, meu amor por Linda McCartney. Admiro demais seu ativismo vegetariano e a sua história de vida, além da sua carreira como um todo.
Linda e Paul se conheceram num show em um clube The Bag O’ Nails, na Inglaterra, em 1967. Nesse mesmo ano, os dois se reencontraram quando ela tirou algumas fotos do lançamento de Sgt. Peppers.
O que se seguiu foi um final de semana no qual os dois conversaram sobre filosofia, livros, paixões. Pouco tempo depois, em 1968, Paul tinha se apaixonado. Linda era divorciada e tinha uma filha, Heather, e ele ligou convidando as duas para morarem com ele.
Durante o breve namoro dos dois, ela achava que não teria chances de um romance mais duradouro com ele, por ele ser artista e ter um certo histórico de namoros.
Em 12 de março de 1969, no mesmo dia em que Patti Boyd e George Harrison foram presos por posse de maconha, os dois se casaram. Na ocasião, Linda já estava grávida da primeira filha do casal, Mary. Ela nasceu na época do fim dos Beatles, um momento difícil para Paul, que afirma que o nascimento da filha foi "a primeira vez que viu mágica".
Fonte> telegraph
O primeiro álbum de Paul, o que anunciava o fim dos Beatles, foi quase inteiramente escrito para ou dedicado à esposa.
Os dois foram passar um tempo em uma fazenda na Escócia, enquanto Paul se recuperava do fim de sua banda, e Stella nasceu nesse meio tempo, dois anos depois do nascimento de Mary.
Depois de um parto complicado, Paul criou o Wings. Ele e Linda não queriam se separar e queriam ficar em família, então ela se juntou à banda. Ela não tinha muitos conhecimentos musicais, mas Paul a ajudou e ensinou o que podia, e seus vocais são considerados maravilhosos (ela já havia cantado em "Let It Be").
Linda também co-escreveu algumas das musicas mais famosas do Wings.
O vegetarianismo dos dois veio ao olhar para os carneiros da sua fazenda e os carneiros em seus pratos e perceber que comiam o que criavam. Os dois rapidamente se tornaram grandes ativistas pelos direitos dos animais, e Linda (que adorava cozinhar) lançou um livro de receitas e uma linha de comidas vegetarianas congeladas (que Paul dizia que ganhava mais dinheiro do que a carreira dos Beatles).
Em meados dos anos 70, os dois tiveram seu filho mais novo, James. Em 1980, Paul ficou dez dias preso por posse de maconha. Foi o período mais longo que os dois já passaram separados.
Da esquerda para a direita> James, Stella, Mary e Heather
Mais tarde, em 1995, Linda foi diagnosticada com câncer de mama. Durante seu tratamento, Paul e seu medico conversaram e chegaram à conclusão de que era melhor não contar a ela quão mal ela estava. Linda se negou a tomar alguns medicamentos testados em animais. Em 1997, o câncer se espalhou para seu fígado, e ela faleceu em 1998, na fazenda da família.
Os filhos dos dois são talentosos como os pais: Heather (que foi adotada por Paul) é artesã, Mary seguiu os passos da mãe como fotógrafa, Stella é designer de roupas e perfumes, e James seguiu os passos do pai e é músico.
Ficou faltando só Heather
Quem são?
Sir James Paul McCartney, nascido em 18 de junho de 1942 em Liverpool, Inglaterra, cantor, compositor, instrumentalista, e Linda Louise Eastman, nascida em 24 de setembro de 1941 em Nova York, Estados Unidos, ativista, compositora, cantora, fotógrafa.
Juntos desde?
1967/8. Casados em 1969.
Por que amar?
Não acredito que eu tenha algo mais a acrescentar a esse post tão bonito e que ressalta tanto as "maravilhosidades" desses dois. Linda é uma das minhas maiores inspirações, e Paul é simplesmente maravilhoso.